Deslocados internos na África Oriental aumentam 15% em seis meses

1 dezembro 2014

São 1,4 milhão de pessoas a mais que deixaram suas casas em países como Burundi, RD Congo, Etiópia e Somália; dados são do Ocha, que aponta conflitos armados e secas como as principais causas de fuga.

Leda Letra, da Rádio ONU em Nova Iorque.

O Escritório da ONU para Assistência Humanitária, Ocha, informou esta segunda-feira que aumentou em 15% o total de deslocados internos na África Oriental em seis meses.

Entre abril e setembro, foram quase 1,4 milhão de pessoas que deixaram suas casas devido a conflitos armados, confrontos intercomunitários, insegurança e também condições climáticas, como secas, chuvas pesadas e deslizamentos de terra.

Países

República Democrática do Congo, Somália, Sudão do Sul e Uganda foram os quatro países da região com o maior número de deslocamentos. Outras nações da África Oriental onde as pessoas se viram forçadas a deixar suas casas foram Djibouti, Eritreia, Etiópia, Quénia, Ruanda, Sudão e Tanzânia.

Até setembro, o número de deslocados internos na região era acima de 11,4 milhões de pessoas. Além da violência, o Ocha destaca que abusos de direitos humanos também levaram cidadãos a fugir das suas casas e a buscar abrigo em outras comunidades ou países vizinhos.

O Sudão, por exemplo, recebe refugiados na sua maioria eritreus e sul-sudaneses. Já o total de somalis em busca de abrigo no Djibouti diminiu devido a melhorias nas condições de segurança em algumas áreas da Somália.

 

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