Ban saúda União Africana por envio de 200 médicos para combater o ébola

7 novembro 2014

Secretário-geral enviou mensagem à cimeira extraordinária da Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental; encontro acontece nesta quinta-feira, em Gana.

Laura Gelbert, da Rádio ONU em Nova Iorque.

Em mensagem à cimeira extraordinária da Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental, Cedeao, o secretário-geral saudou a oferta da União Africana de enviar 200 médicos para apoio ao combate ao ébola.

O pronunciamento foi apresentado pelo seu enviado especial  para a África Ocidental, Mohamed Ibn Chambas. Ban Ki-moon também mencionou a proposta da Comunidade da África Oriental de mobilizar até 2 mil voluntários.

Lacunas

O chefe da ONU pediu o apoio da Cedeao para acionar profissionais de saúde da região e da diáspora para preencherem vagas em instalações de tratamento de ébola.

Ban afirmou que cooperação e solidariedade serão fundamentais nas ações para abordar a crise.

A Organização Mundial da Saúde confirma 13,042 casos de ébola e 4,818 mortes em oito países, sendo que em dois deles, Nigéria e Senegal, já foi declarado o fim do surto.

Emergência

Ele afirmou que o ébola é uma grande emergência regional e global que demanda resposta maciça imediata. O secretáro-geral destacou que a epidemia tem “dimensões económicas, humanitárias, políticas e de segurança amplas e profundas”. Ele declarou que “nenhum país ou organização” pode derrotar o ébola sozinho.

Ban mencionou que a ONU criou a Missão de Resposta de Emergência ao Ebola, Unmeer, para complementar, aumentar e coordenar as ações de governos nacionais, agências internacionais e da ONU e entidades parceiras.

O secretário-geral destacou que Nigéria, República Democrática do Congo e Senegal “lidaram com os surtos de forma bem-sucedida” e que “há sinais encorajadores em algumas áreas dos países afetados”. No entanto, ele afirmou que, “como o caso recente no Mali indica, é preciso manter-se vigilante”.

Ban disse que os integrantes da Cedeao devem garantir que planos de preparação estejam prontos e que haja fundos disponíveis para implementá-los. Ele disse ser necessário “transmitir uma sensação de urgência, sem incitar o pânico”.

 

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