Políticas fiscais tiraram 3,6 milhões da pobreza na África do Sul, diz estudo

4 novembro 2014

Banco Mundial aponta queda em mais da metade da taxa de pobreza extrema; órgão recomenda fim de restrições de infra-estrutura e mais reformas estruturais para combater desemprego e desigualdade.

Eleutério Guevane, da Rádio ONU em Nova Iorque.*

A África do Sul tirou 3,6 milhões de pessoas da pobreza e cortou pela metade a taxa de pobreza extrema pela forma de execução de políticas fiscais.

O desempenho supera o de nações como Brasil, Indonésia, Etiópia e Argentina cujos casos foram estudados na Atualização Económica do Banco Mundial. O documento, lançado esta terça-feira, alerta entretanto que a desigualdade continua alta no país africano se comparada ao das outras economias.

Transferências

Graças à execução da política fiscal entre 2010 e 2011, o órgão destaca que a proporção da população sul-africana a viver com menos de US$ 1,25 por dia caiu de 34,4% para 16,5%.

O resultado também reflete o impacto de programas de transferências de renda como o apoio à criança, os subsídios para deficientes e as pensões para os idosos.

Ameaças

A atualização retrata a recente evolução económica e avalia as perspetivas económicas da África do Sul. Como ameaças à expansão da economia, aponta fatores domésticos e a recuperação global frágil.

O crescimento do Produto Interno Bruto real foi revisto em baixa para 1,4% em 2014 e 2,5% 2015. O “impacto da agitação laboral prolongada e das falhas na distribuição de eletricidade” baixaram as previsões, que antes apontavam para 2,7% e 3,4%.

Redistribuição

O documento indica haver pouco espaço para o governo aliviar a pobreza devido a fatores como valores elevados dos deficits fiscais, dívida e grande dimensão da redistribuição já feita pelo sistema.

Para impulsionar o crescimento económico, o Banco Mundial aconselha a África do Sul a resolver rapidamente as restrições de infraestrutura e ampliar as reformas estruturais. Com as medidas pretende-se reduzir os níveis de desemprego e de desigualdade na economia considerados “inaceitavelmente altos”.

*Apresentação: Denise Costa.

 

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