Para ONU, integração africana requer maior competitividade económica

1 outubro 2014

Organização recomenda investimentos em desenvolvimento humano, ciência, tecnologia e infraestrutura; debate foca papel de Comunidades Económicas Regionais.

Eleutério Guevane, da Rádio ONU em Nova Iorque. 

As Nações Unidas defendem que a maior integração regional africana vai exigir um aumento da competitividade das economias do continente.

Em reunião realizada esta quarta-feira,  em Nova Iorque, a ONU abordou o papel das Comunidades Económicas Regionais para consolidar a paz, a segurança, a governação e o desenvolvimento em África.

Agenda 

Dircursando no evento, o vice-secretário-geral Jan Eliasson prometeu ações para garantir que as preocupações africanas sejam devidamente reflectidas na próxima agenda de desenvolvimento global.

Nos 50 anos da União Africana, os países do continente concordaram na chamada Agenda 2063. O documento apela à ação de todos setores da sociedade em prol da prosperidade e união até o período.

Eliasson disse que tais  mudanças também devem ser apoiadas por grandes investimentos em áreas como desenvolvimento humano, ciência, tecnologia e infraestrutura.

Mulheres e Crianças 

O responsável pediu reflexão para reduzir a pobreza e as desigualdades, além de melhorar a segurança alimentar, o acesso à água e permitir que mulheres e crianças vivam mais saudáveis.

A ONU associa o progresso africano ao empoderamento das mulheres. O conselho é que seja contida a discriminação e a violência contra as mulheres e meninas, além da aposta no investimento no seu futuro como líderes em todas as áreas.

A recomendação inclui ainda uma governação eficaz, a paz duradoura e a segurança em todas as regiões africanas.

O responsável considerou o surto de ébola na África Ocidental um desafio novo e muito sério, ao lembrar que as Nações Unidas mobilizam a resposta num grau raramente assistido.

Como exemplos citou o trabalho do enviado especial da organização sobre a questão e da Missão das Nações Unidas sobre a Resposta de Emergência ao Ébola para interromper o surto.

 

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