Cerca de 1 milhão de somalis sofrem insegurança alimentar grave

2 setembro 2014

Desde janeiro, número de vítimas aumentou em um quinto; estudo da FAO indica que 218 mil menores de cinco anos sofrem de desnutrição aguda.

Eleutério Guevane, da Rádio ONU em Nova Iorque.

As Nações Unidas disseram que chuvas fracas, conflitos, perturbações do comércio e redução da assistência humanitária devem agravar a situação de segurança alimentar na Somália.

Cerca de 1 milhão de pessoas sofrem de insegurança alimentar grave e prevê-se que o cenário piore até ao início da época das chuvas em outubro. Os registos desde janeiro deste ano apontam para um aumento de 20% das vítimas.

Crianças

Nesta terça-feira, a Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação, FAO, apontou para o aumento da desnutrição aguda em várias áreas, especialmente entre as crianças.

A agência disse que até dezembro, os afetados carecem de assistência humanitária urgente e auxílio para atender às suas necessidades alimentares imediatas. Estima-se que 218 mil menores de cinco anos sofram de desnutrição aguda.

Risco

O número equivale a cerca de uma em cada sete crianças da faixa etária, num aumento de 7% desde janeiro.  O grupo inclui 43,8 mil crianças desnutridas a enfrentar um risco ainda maior de morbidade e de morte.

A agência citou a morbidade, a má alimentação de lactentes e crianças, assistência inadequada e humanitária como principais fatores da desnutrição na Somália.

Como resultado de chuva tardias e irregulares, a colheita de cereais da época de julho a agosto deve estar 37% abaixo da média a longo prazo.

 

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