OMS diz que há sinais encorajadores sobre ebola na Guiné e na Nigéria
BR

19 agosto 2014

No momento não há casos confirmados da doença fora dos quatro países afetados; criada força-tarefa com objetivo de monitorar a situação e fornecer informações para passageiros e setor de viagem e turismo.

Laura Gelbert, da Rádio ONU em Nova York.

A Organização Mundial da Saúde, OMS, afirma que o surto de ebola na África Ocidental continua evoluindo, com 84 mortes registradas entre 14 e 16 de agosto.

No momento, não há casos confirmados fora dos quatro países afetados: Guiné, Libéria, Nigéria e Serra Leoa. Segundo a OMS, a situação em Lagos, na Nigéria, parece mais tranquila. Os 12 casos confirmados até o momento na cidade fazem parte de uma única cadeia de transmissão.

Guiné 

Ainda de acordo com  a agência, a recuperação completa de um paciente é mais uma boa notícia, que contraria a percepção muito difundida de que a infecção pelo vírus ebola seria uma sentença de morte. Evidências sugerem que o diagnóstico precoce e tratamento aumentam as perspectivas de sobrevivência.

A OMS diz que a situação na Guiné, onde acredita-se que o atual surto tenha começado em dezembro passado, é menos “alarmante” que na Libéria e em Serra Leoa.

Balanço

No entanto, a agência destaca que o surto não está sob controle. Na semana passada, um caso em uma área que não havia sido previamente afetada foi relatado. Isto indicaria que o vírus continua sendo disseminado para novos locais.

O balanço da OMS divulgado nesta terça-feira confirma 1229 mortes, de um total de 2240 casos de ebola.

Viagens

A agência, junto com a Organização Internacional da Aviação Civil, Icao, e da Organização Mundial do Turismo, OMT, decidiu ativar uma força-tarefa. Ela vai monitorar a situação e forcenecer informações rápidas para passageiros, assim como para o setor de viagens e turismo.

O objetivo é apoiar os esforços globais para conter a disseminação da doença e oferecer uma resposta internacional coordenada para o setor.

Segundo a agência, cooperação mundial é necessária e deve apoiar ações para conter o vírus, evitar a transmissão a outros países e mitigar os efeitos nos locais já afetados.

Riscos

Mesmo com a força-tarefa, a  OMS não recomenda qualquer proibição de viagem ou negócios internacionais, porque o risco de propagação do vírus durante viagens aéreas é baixo.

Diferente de infecções como a gripe ou tuberculose, o ebola não é propagado pelo ar respirado por uma pessoa infectada.

A transmissão requer contato direto com sangue, secreções, orgãos ou outros fluidos corporais de pessoas ou animais infectados, vivos ou mortos.

A organização afirma também que o risco de um viajante ser contaminado pelo ebola durante visita a um dos países afetados, e desenvolver a doença após o retorno, é muito baixo.

 

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