Afinidade entre lusófonos pode ajudar combate ao fumo, diz ativista

31 maio 2014

Em entrevista à Rádio ONU, presidente da Aliança de Controlo do Tabagismo defendeu que a língua comum pode facilitar a troca de informação e de conhecimentos.

Eleutério Guevane, da Rádio ONU em Nova Iorque.

A diretora executiva da Aliança de Controlo do Tabagismo do Brasil, ACT, destacou as vantagens de aspetos culturais e do português para parcerias contra o consumo do cigarro nas nações falantes do idioma.

As declarações de Paula Johns foram feitas numa entrevista à Rádio ONU, do Rio de Janeiro, para marcar o Dia Mundial Sem Tabaco neste 31 de maio.

Troca

Entre as ações à frente da entidade de mais de 800 membros, Johns destacou a experiência com Moçambique. A ACT também revelou ter mantido um breve contacto com intituições de Angola e de Portugal.

“Em Moçambique foi muito interessante levar um pouco da experiência do Brasil. A gente deve fomentar essa parceria porque tem muita coisa por trocar: a questão do idioma, da facilidade de troca de material informativo e uma questão de uma afinidade cultural que é interessante para ampliar essa troca de informações e de conhecimentos”, disse.

Há mais de uma década, a responsável acompanha a Convenção-Quadro para o Controle do Tabaco, o primeiro tratado sobre o tema criado sob os auspícios da Organização Mundial de Saúde.

Produtores

A também socióloga e conselheira de saúde no seu país falou da exploração de similaridades entre a ONG que dirige no contexto moçambicano marcado pela produção de tabaco.

“É também um país produtor de fumo. Moçambique planta tabaco. Há resistência às medidas de saúde no país, também usam a questão da fumicultura como argumento para a gente para não avançar nos temas de saúde. No Brasil, a gente conseguiu avançar mais mais nesse embate com os produtores que, na verdade, não são os produtores a indústria que usa os agricultores que produzem tabaco como um escudo para a gente não avançar nas medidas de saúde pública”, declarou.

Aumento de Impostos

Numa mensagem alusiva à data, o secretário-geral da ONU disse que o aumento dos impostos dos produtos do tabaco desencoraja os jovens de fumar. Ban Ki-moon disse que a medida pode encorajar os atuais fumadores a parar completamente ou a reduzir a prática.

O chefe da ONU defende que a tributação sobre o tabaco pode prevenir o cancro, o acidente vascular cerebral e outras doenças além de salvar vidas.

 

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