Em Sochi, Ban pede oposição à discriminação homofóbica

6 fevereiro 2014

Falando à comunidade olímpica, Secretário-Geral diz que ódio não deve ter lugar no século 21; chefe da ONU também realça capacidade do evento em promover o empoderamento da mulher e a trégua olímpica.

Eleutério Guevane, da Rádio ONU em Nova Iorque.

O Secretário-Geral das Nações Unidas pediu, esta quinta-feira, o fim de restrições discriminatórias contra os Lgbt. Ban Ki-moon falava numa sessão do Comité Olímpico Internacional, COI, na cidade russa de Sochi.

O chefe da ONU disse que todos devem levantar a voz contra ataques a gays, lésbicas, bissexuais, transgéneros ou pessoas intersexuais. Conforme acrescentou, deve haver oposição às prisões e restrições discriminatórias que estes enfrentam.

Orientação

Após discursar na sessão, Ban Ki-moon concedeu uma conferência de imprensa conjunta com o presidente do COI, Thomas Bach.

O representante falou do poder dos Jogos Olímpicos de mostrar a força do desporto para reunir pessoas independentemente de fatores como idade, raça, classe, religião, capacidade, sexo, orientação sexual ou identidade de género.

Comunidades Frágeis

Ban também disse haver consciência da necessidade de combater exibições de racismo nos jogos desportivos.

No primeiro discurso de um Secretário-Geral da organização na entidade desportiva, Ban disse que o ódio de qualquer tipo não deve ter lugar no século 21. Ele ressaltou que os desportos também podem promover a paz sustentável e oferecer esperança para as comunidades frágeis.

Igualdade

Na ocasião, referiu que os Jogos Olímpicos davam a oportunidade de celebrar o direito de todos de competir em igualdade de condições, sem dar importância ao que parecem, o local de onde vêm ou a quem amam.

Ban destacou ainda a oportunidade oferecida pelas Olimpíadas para promover o empoderamento das mulheres, além de que seja aproveitado o movimento da trégua olímpica.

Trégua

O apelo lançado a combatentes é que deponham as armas durante os Jogos Olímpicos de Sochi.

O chefe das Nações Unidas falou do trabalho directo de várias agências com o COI para combater o racismo, a sida e abuso de drogas, além de proteger o meio ambiente e promover a educação.

Um dia antes da cerimónia de abertura do evento, os primeiros atletas começaram a competir na modalidade de snowboard slopestyle na cidade russa.

 

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