OIM com planos para evacuar estrangeiros da República Centro-Africana

10 janeiro 2014

Ponte aérea deve ajudar a retirar estrangeiros de cinco países vizinhos; ação segue-se a informações de agências noticiosas a dar conta da renúncia do presidente interino e do primeiro-ministro centro-africanos.

Eleutério Guevane, da Rádio ONU em Nova Iorque.

A Organização Internacional para Migrações, OIM, inicia uma ponte aérea neste sábado para evacuar estrangeiros isolados na República Centro-Africana.

Num comunicado emitido, em Genebra, o porta-voz da agência confirmou que foram recebidos pedidos de auxílio dos países vizinhos.

Assistência

Chris Lom disse que as nações visadas são o Chade, o Níger, o Mali, o Sudão e a República Democrática do Congo. Conforme explicou, cerca de 60 mil migrantes pediram assistência às suas embaixadas na República Centro-Africana.

A informação foi dada no dia em que agências noticiosas anunciaram a renúncia do presidente centro-africano, Michel Djotodia, e do primeiro-ministro Nicolas Tiengaye.

A decisão vem contida num comunicado da cimeira de chefes de Estado da Comunidade Económica do Estados da África Central, Ceeac, após uma reunião extraordinária que arrancou esta quinta-feira no Chade.

Fronteiras Perigosas

O país é marcado por uma onda de violência entre cristãos e muçulmanos que resultou em pelo menos 1 mil mortos. Os ataques envolveram as antigas forças rebeldes Séléka  e milícias anti-Balaka, consideradas leais ao antigo presidente François Bozizé, deposto em março passado.

De acordo com a OIM, cerca de 27 mil pessoas já foram evacuadas pelos respectivos governos e outras 33 mil necessitam urgentemente de ajuda.

Meios Próprios

A agência disse ainda que cidadãos chadianos estariam a tentar regressar à casa por meios próprios, mas são frequentemente encontrados isolados em áreas fronteiriças perigosas.

Para a operação com início neste sábado, a agência disse precisar de cerca de US$ 17,5 milhões para evacuar 10 mil migrantes africanos e apoiar o reassentamento de outros 50 mil.

Refugiados e Deslocados

Entretanto, o Alto Comissariado da ONU para Refugiados, Acnur, disse precisar de mais US$ 40,2 milhões para as suas operações de apoio à crise centro-africana.

A agência disse que o plano é beneficiar mais de 1 milhão de pessoas. A preocupação prende-se com a segurança de refugiados e deslocados, cujo acesso é particularmente afectado pelo conflito e pela insegurança.

 

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