Em 100 dias, FAO quer mais produção na República Centro-Africana

31 dezembro 2013

Agência diz que insegurança baixou a produção alimentar; problemas incluem baixos estoques, perturbação generalizada nos mercados e falta de poder de compra.

Eleutério Guevane, da Rádio ONU em Nova Iorque.

A Organização da ONU para Agricultura e Alimentação, FAO, anunciou um plano de resposta de 100 dias para impulsionar a resposta humanitária às necessidades mais urgentes na República Centro-Africana.

A prioridade no apoio à agricultura é restaurar a produção com um reforço da resiliência das comunidades aliado à sua capacitação, diz um comunicado da agência.

Produção

Com a insegurança na metade dos municípios, os agricultores centro-africanos contam restabelecer a capacidade de produção alimentar na próxima época agrícola para evitar a fome e os riscos de desnutrição.

Com a iniciativa, a FAO diz esperar doar sementes, restaurar armazéns além de implementar o trabalho em troca de dinheiro. Serão envolvidas agricultoras que devem beneficiar de um investimento em atividades sociais e económicas.

A fuga da onda de violência, iniciada no ano passado, obrigou grande parte a deixar suas comunidades agrícolas em áreas próximas das suas casas para plantar alimentos nas matas.

Reservas

A perturbação levou ao decréscimo da produção em relação aos anos anteriores, o que teve grande impacto nas reservas alimentares. A FAO calcula que estas durem até fevereiro, quatro meses antes do habitual.

A agência já fornece sementes e ferramentas para a próxima campanha mas alerta para a falta de recursos. Até agora, recolheu US$  4,3 milhões, dos US$ 6, 1 milhões necessários para ajudar 1,8 milhão de pessoas.

Os outros problemas identificados na semana finda incluem baixos estoques de alimentos, perturbação generalizada nos mercados alimentares e falta de poder de compra.

 

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