60% de deslocados na República Centro-Africana são crianças

24 dezembro 2013

Violência no país africano já obrigou mais de 710 mil pessoas a abandonar as suas casas; agência da ONU preocupada com a segurança da população deslocada.

Edgard Júnior, da Rádio ONU em Nova Iorque.*

O Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados, Acnur, alertou sobre os problemas de segurança e da situação humanitária na República Centro-Africana.

Segundo o Acnur, mais de 710 mil pessoas foram obrigadas a abandonar as suas casas por causa da violência. Só em Bangui, a capital, o número de deslocados chega a 214 mil.

Crianças

O representante do Alto Comissariado na República Centro-Africana, Kouassi Lasare Etien, afirmou que as crianças representam 60% das pessoas deslocadas. Segundo ele, é necessário fazer muito mais em termos de assistência e proteção.

Além do deslocamento interno, o Acnur disse que o conflito na República Centro-Africana levou a população a fugir para outros países. A República Democrática do Congo já recebeu 43 mil centro-africanos, o Chade 12 mil, a República do Congo 11 mil e os Camarões 5 mil.

Deslocados 

As autoridades disseram que muitos cristãos procuram refúgio em escolas, igrejas e até mesmo no aeroporto. Já os muçulmanos deslocados estão a viver com outras famílias. 

Em Bossangoa, cidade a 300 km da capital, existem 40 mil deslocados.

O Acnur está preocupado com as regiões que abrigam grandes números de deslocados internos devido à crise no país africano, que já decorre há um ano.

*Apresentação: Denise Costa.

 

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