Execução de tio do líder da Coreia do Norte é condenada por relatores
BR

18 dezembro 2013

Especialistas da ONU em direitos humanos alertam que caso é apenas um entre tantos outros no país; Chang Song-thaek teria sido preso, julgado e executado em apenas cinco dias.

Leda Letra, da Rádio ONU em Nova York.

Especialistas da ONU em direitos humanos alertaram esta quarta-feira que a execução de um líder da Coreia do Norte foi apenas uma entre vários casos ocorridos no país desde agosto.

Segundo o relator sobre direitos humanos na Coreia do Norte, Marzuki Darusman, a prisão, o julgamento por um tribunal militar e a execução de Chang Song-thaek ocorreram num período de cinco dias.

Acusações

Song-thaek era tio do líder do país, Kim Jong-un, e segundo a mídia e as agências de notícias norte-coreanas, ele foi preso no dia 8 e executado em 12 de dezembro. Ele teria sido acusado de corrupção, uso de drogas, facção contra-revolucionária e tentativa de derrubar o Estado.

O relator da ONU para os direitos humanos na Coreia do Norte afirma ter recebido informações de fontes múltiplas sobre execuções públicas realizadas em várias partes do país desde agosto.

Segundo Darusman, teriam sido executadas pessoas que vendiam vídeos ilegais, viam pornografia ou usavam drogas. O relator apela ao governo norte-coreano a pôr um fim imediato às execuções.

Lei Internacional

Já o relator especial da ONU sobre detenções arbitrárias, Christof Heyns, “deplora” as execuções recentes na Coreia do Norte, que segundo ele, teriam sido baseadas em motivos políticos.

Heyns lembra que pela lei internacional, a pena de morte só pode ser imposta sob circunstâncias altamente restritas, com julgamentos que sigam os mais altos padrões de justiça.

O comunicado é também apoiado pelo relator especial da ONU sobre tortura, Juan Méndez.

 

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