Baixa número de somalis que precisam de ajuda de emergência

16 dezembro 2013

Ocha diz que dados refletem ganhos modestos na segurança alimentar em 2013; apelo de assistência de US$ 927,5 milhões destaca consolidação da resiliência das populações.

Eleutério Guevane, da Rádio ONU em Nova Iorque.

As Nações Unidas anunciaram, esta segunda-feira, que o número de pessoas que precisam de ajuda de emergência na Somália reduziu em pouco mais de 1,8 milhão de pessoas.

Trata-se da primeira queda verificada em cinco anos, que para a organização reflete ganhos modestos na segurança alimentar em 2013 no país do Corno de África.

Consolidar Ganhos

O Escritório de Assistência Humanitária, Ocha, diz que a Somália está longe da cenário severo de fome de há dois anos, mas realça que muito ainda precisa ser feito para que se continuem a consolidar os ganhos. Até finais de 2011, 4 milhões de somalis estavam em situação de crise.

Para o próximo ano, o país vai precisar de US$ 927,5 milhões de assistência para apoiar cerca de 3,1 milhões de afetados por crises prolongadas.

Estima-se que 2,3 milhões de somalis correm perigo de insegurança alimentar, sendo necessário apoio para evitar que estas retornem para a situação de emergência. 

Choques

O Ocha considera que o progresso na Somália continua frágil, tendo alertado que este ainda pode ser frustrado por choques relacionados com o clima, o conflito e a economia.

Para 2014, já foram emitidos avisos prévios a dar conta de inundações, após más colheitas deste ano que foram atribuídas ao início tardio das chuvas e a uma tempestade tropical ocorrida em maio.

Apelo Global

Nesta segunda-feira, a ONU lançou apelo de resposta humanitária a nível global de  US$ 13 mil milhões para o ano de 2014. A coordenadora de Assistência de Emergência da ONU, Valerie Amos disse que o valor destina-se a apoiar milhões de pessoas de áreas de crise.

Para a Somália, o apelo deve responder às necessidades humanitárias e consolidar a resiliência das populações. O país conta com mais de 1,1 milhão de deslocados internos além do 1 milhão de cidadãos a viver como refugiados no exterior.

 

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