Crise humanitária agrava na República Centro-Africana, diz Acnur

13 dezembro 2013

Escritório dos Direitos Humanos diz que mais corpos continuam a ser recolhidos na capital; ataques de retaliação entre cristãos e muçulmanos mataram cerca de 600 pessoas.

Eleutério Guevane, da Rádio ONU em Nova Iorque.

O Alto Comissariado da ONU para Refugiados, Acnur, disse que a situação humanitária na República Centro-Africana está a piorar devido à onda de violência que matou 600 pessoas e fez 159 mil deslocados.

Somente na capital, Bangui, foram contados 450 mortos devido aos confrontos da última semana. Mais corpos continuam a ser recolhidos, de acordo com o Escritório dos Direitos Humanos.

Violações

A entidade da ONU deplora os ataques de retaliação entre comunidades de cristãos e de muçulmanos. Além das graves violações dos direitos humanos por motivos religiosos, são relatados casos de saque e de destruição de propriedade.

A situação também é considerada tensa devido a episódios de ataques e represálias registados em várias cidades, incluindo Bossangoa, a segunda maior do país além de Bouça e Bozou.

O escritório condena qualquer ataque a locais de culto e à liberdade religiosa e exorta as comunidades à contenção. Os líderes religiosos foram elogiados pelos apelos à calma e reconciliação entre muçulmanos e cristãos.

Voo Humanitário

O Fundo da ONU para a Infância, Unicef, anunciou a chegada do seu maior voo humanitário a Bangui, nesta sexta-feira, com 77 toneladas de suprimentos.

Os artigos incluem cobertores, sabão, enlatados, medicamentos, materiais de purificação de água e kits de saúde para serem distribuídos para até 37,5 mil pessoas.

O diretor regional do Unicef para a África Ocidental e Central, Manuel Fontaine, disse que várias pessoas, na maioria mulheres e seus filhos, fugiram apenas com as roupas do corpo.

Aeroporto

Nesta quinta-feira, o Programa Mundial de Alimentação, PMA, iniciou a entrega de alimentos para 68 mil pessoas em Bangui. A distribuição feita próximo do aeroporto está destinada a cerca de 40 mil pessoas.

O exército francês está a apoiar o fornecimento de passagem segura para os beneficiários na distribuição na área.

 

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