Situação na República Centro-Africana faz temer massacre

6 dezembro 2013

Unicef fala de mais crianças forçadas a combater; confrontos levam à interrupção da distribuição alimentar após dezenas de mortes na capital, Bangui.

Leda Letra, da Rádio ONU em Nova Iorque.*

O agravamento da situação na República Centro-Africana levou à reação de agências humanitárias das Nações Unidas. O Fundo da organização para a Infância, Unicef, alertou para a necessidade urgente de proteção para a população civil.

A agência fala em “atrocidades” e afirma que o aumento das tensões pode resultar em um massacre em larga escala.

Mortes

Em Genebra, a porta-voz do Unicef, Marixie Mercado, afirmou que “todas as crianças na República Centro-Africana foram afetadas” e são cada vez mais forçadas a combater no conflito.

Nesta quinta-feira, o Secretário-Geral disse que a implantação de uma força liderada pelos africanos envia uma mensagem de determinação internacional para responder à crise no país. A medida foi aprovada pelo Conselho de Segurança.

Sanções

Em comunicado, Ban Ki-moon saudou a criação de uma Comissão Internacional de Inquérito e da imposição de sanções no âmbito da Resolução 2127, pelo órgão.

Ban cita graves violações de direitos humanos e o deteriorar da situação humanitária, ao referir que as medidas podem garantir que os autores pelas violações sejam responsabilizados.

O escritório de Direitos Humanos da ONU destacou que na quinta-feira, dezenas de pessoas foram mortas na capital Bangui e em Bossangoa, incluindo sete crianças.

Armas Pesadas

O porta-voz do escritório, Rupert Colville, explica que milícias conhecidas como “anti-Balaka”  teriam realizado ataques coordenados com armas pesadas que duraram várias horas. O escritório refere que as ações tinham como alvo os ex-rebeldes Séléka e várias pessoas foram assassinadas.

O escritório da ONU de Assistência Humanitária, Ocha, diz que 4,3 milhões de civis precisam de ajuda. O Programa Mundial de Alimentação, PMA, interrompeu a distribuição alimentar em Bossangoa e Bangui, mas a agência garante que irá retomar as atividades quando a situação permitir. 

Em ação de retaliação, civis muçulmanos teriam fornecido armas aos ex-rebeldes Séléka e vários ataques entre comunidades de cristãos e de muçulmanos ocorreram na capital do país, Bangui incluindo 10 execuções num hospital.

* Apresentação: Eleutério Guevane.

 

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