OIT quer políticas centradas na criação de trabalho no Quénia

3 dezembro 2013

Agência da ONU pede adoção de estratégia nacional para o crescimento económico equilibrado; até ao fim do ano, PIB do país pode aumentar na ordem dos 5,7%.

Leda Letra, da Rádio ONU em Nova Iorque. 

A Organização Internacional do Trabalho, OIT, defende a adoção de uma estratégia nacional sobre o emprego para o Quénia. Segundo a agência, o passo é necessário para o alcance de um crescimento económico mais equilibrado.

Até ao fim do ano, o Produto Interno Bruto do país registar um aumento de 5,7%. Mas o crescimento do PIB não teve reflexo em melhores condições de trabalho, especialmente para os jovens quenianos.

Escolaridade

No ano passado,  indivíduos entre 15 a 24 anos formavam 35% da população em idade de trabalho, mas representavam menos de 19% do total de postos no país. 

Segundo a OIT, a taxa de jovens desempregados chegou a 60.5% em 2012. Grande parte destes deixa o mercado de trabalho quando, ao mesmo tempo, não se regista um aumento da participação escolar.

A pesquisa da agência mostra que os jovens quenianos estão cada vez mais pessimistas sobre as perspetivas de emprego e o seu papel na sociedade. 

Perspetivas

Em 2011, menos de 16% da população entre 15 e 34 anos acreditava que as condições económicas estavam a melhorar. Apenas um quarto considerava o período bom para procurar emprego. Os números estavam entre os mais baixos de África.

A OIT reconhece que o governo queniano tem feito esforços recentes para apoiar o mercado de trabalho. Mas considera necessária uma ligação mais forte entre crescimento, emprego e igualdade para alavancar o setor do emprego.

O estudo faz três sugestões para a melhoria do mercado de trabalho no Quénia: a primeira é o desenvolvimento de uma estratégia nacional de emprego ligada a objetivos macroeconómicos.

A segunda é diversificar a base das exportações, com a criação de um ambiente para mais investimentos e a promoção de trabalho decente.

E a terceira sugestão é facilitar a transição da economia formal e melhorar as condições de trabalho para os mais vulneráveis, particularmente os jovens e os que exercem atividades no setor informal.

Apresentação: Eleutério Guevane.

 

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