Famílias vulneráveis do Zimbabué recebem apoio dos Estados Unidos

21 outubro 2013

Agência norte-americana Usaid contribuiu com US$ 25 milhões para trabalho do Programa Mundial de Alimentação; operação de ajuda deve aliviar efeitos da seca e de más colheitas entre outubro e março.

Leda Letra, da Rádio ONU em Nova Iorque.*

A Agência norte-americana para o Desenvolvimento Internacional, Usaid, contribuíu com US$ 25 milhões para apoiar às famílias vulneráveis a sofrer com os efeitos da seca e das más colheitas no Zimbabué.

Segundo o Programa Mundial de Alimentos, PMA, a doação será utilizada em operações para aliviar o sofrimento de 1,8 milhão de pessoas. A agência da ONU deve apoiar os afetados pela insegurança alimentar durante a “época magra”, entre outubro e março de 2014, o período das próximas colheitas.

Escassez

O PMA destaca que a fome está alta no Zimbabué pelo quarto ano consecutivo, e que 25% da população rural (ou 2,2 milhões) deve enfrentar escassez de comida nos primeiros meses do próximo ano.

O total representa mais de um terço do requerido em ajuda alimentar durante o pico da última temporada de seca e de fracas colheitas, segundo um relatório do governo zimbabueano, apoiado pela ONU.

O PMA cita vários fatores que contribuem para a insegurança alimentar, incluindo condições climáticas adversas, altos custos de insumos agrícolas, como sementes e fertilizantes, e expectativa de aumento no preço dos cereais.

Compras Locais

A agência destaca ainda que “a contribuição generosa da Usaid” deve ajudar diretamente 500 mil pessoas com poucas opções de renda e que lutam para comprar alimentos, já que os preços continuam a aumentar.

A Usaid é a maior doadora para as atividades de assistência do PMA no Zimbabué. A verba será utilizada para a compra de cereais, oleaginosas e leguminosas.

Os beneficiados também poderão fazer transferências de dinheiro em áreas onde a comida estiver disponível em mercados locais, no que permite “mais flexibilidade e escolha para o consumidor.”

Desde 2002, os Estados Unidos contribuíram com mais de US$ 1,1 mil milhão para operações humanitárias no Zimbabué.

*Apresentação: Eleutério Guevane.

 

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