Países defendem que ajuda ao Sahel priorize segurança e ações humanitárias

26 setembro 2013

Em reunião de alto nível durante a 68ª Assembleia Geral, chefe da ONU destaca instabilidade política na região; ministro de Portugal diz que país apoia resposta global à crise no Mali. 

Leda Letra, da Rádio ONU em Nova Iorque.* 

Numa reunião de alto nível sobre a região africana do Sahel, realizada nesta quinta-feira durante a 68ª Assembleia Geral, o Secretário-Geral da ONU afirmou que a situação na região melhorou nos últimos anos.

Ban Ki-moon citou ações nas áreas de água, saneamento e saúde, que ajudaram a aliviar os casos de desnutrição. Mas, segundo Ban os desafios continuam.

Instabilidade

O chefe da ONU citou a “instabilidade política e mudanças inconstitucionais de governos que criaram consequências económicas e sociais significativas”.

Segundo Ban Ki-moon, as autoridades da região limitaram a sua capacidade em fornecer serviços básicos de saúde e em promover o diálogo com os cidadãos.

Insegurança Alimentar

O Sahel estende-se da Mauritânia à Eritreia e inclui o Burkina Faso, o Chade, o Mali, o Níger, a Nigéria, o Senegal e o Sudão. O cinturão divide o deserto do Sahara e as savanas ao sul da região.

De acordo com o Ban, 11 milhões de pessoas sofrem de insegurança alimentar e 5 milhões de crianças estão sob risco de desnutrição aguda. Outras ameaças à instabilidade do Sahel são ataques terroristas e crime organizado, com tráfico de drogas e de armas.

Apoio Português

Na reunião, o ministro dos Negócios Estrangeiros de Portugal afirmou que a crise no Mali ressaltou a necessidade de uma resposta global ao Sahel.

Falando em inglês, Rui Machete disse que Portugal apoia a abordagem e espera que a Estratégia Integrada das Nações Unidas para o Sahel seja implementada a tempo. 

A estratégia, liderada pelo enviado especial da ONU para a região, Romano Prodi, prioriza governanção, segurança e resiliência. A iniciativa foca na colaboração internacional com instituições financeiras para promover ações regionais.

A estratégia reconhece ainda a importância dos direitos humanos e dos esforços de combate à corrupção.

*Apresentação: Denise Costa.

 

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