Volume de exportações na América Latina terá crescimento de 1,5%
BR

10 setembro 2013

Projeção da Cepal para 2013 reflete fragilidade da economia mundial; segundo a previsão, Brasil teria suas exportações estagnadas.

Leda Letra, da Rádio ONU em Nova York.

A Comissão Econômica para América Latina e Caribe, Cepal, divulgou nesta terça-feira uma previsão das exportações e importações para a região em 2013.

A projeção da agência é de um crescimento de 1,5% no valor das exportações regionais, similar ao registrado no ano passado.

Menor Superávit

Por outro lado, o valor das importações subiria 4,5%. Com isso, o superávit comercial da região se reduziria a US$ 8 bilhões, ou mais de R$ 18 bilhões.

Em entrevista à Rádio ONU, de Brasília, o diretor do escritório da Cepal no Brasil, Carlos Mussi, explicou as causas do crescimento fraco das exportações.

Commodities

“Primeiro são os menores preços de commodities, que caíram em relação aos preços observados logo depois da crise em 2010 e 2011, que foram níveis muito altos em termos históricos. Segundo, a própria debilidade da economia mundial, que faz com que outros mercados que compram nossos produtos também não estão demandando tanto. Agora vamos ficar com uma tendência da diminuição desse saldo comercial e vamos ter que buscar novas formas para financiar os nossos serviços e outros gastos no exterior.”

Segundo a previsão da Cepal, o crescimento lento europeu irá frear as exportações de alguns países sul-americanos direcionados a esse mercado.

Mercado Brasileiro

Carlos Mussi destaca ainda que o Brasil, segundo maior exportador regional, deve fechar o ano com uma estagnação de suas exportações.

“Em relação ao ano passado, uma pequena queda (nas exportações) de 0,1% e um aumento das importações de 4,6%, refletindo o caso das maiores exportações de petróleo que tem ocorrido no Brasil nos últimos meses. E no caso das exportações, é o mesmo raciocínio: menores preços nas nossas commodities e dificuldade de crescer em mercados nos nossos produtos manufaturados.”

A Cepal prevê que países latino-americanos que tenham exportações voltadas para a China e o restante da Ásia terão maior crescimento em volume, mas mudança na demanda, de produtos básicos para mais “elaborados”.

Já o México, que tem suas vendas voltadas para os Estados Unidos, deve se beneficiar da recuperação econômica americana.

 

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