Mortes anuais por suicídio ultrapassam as de homicídios e guerras, diz OMS

10 setembro 2013

Dia Mundial de Prevenção ao Suicídio é assinalado sob o lema “Estigma: uma grande barreira para a prevenção ao suicídio”; anualmente envolve um milhão de pessoas no mundo.

Mônica Villela Grayley, da Rádio ONU em Nova Iorque. *

Uma série de atividades realizadas a nível global marcam nesta terça-feira o Dia Mundial de Prevenção ao Suicídio.

Entre elas está uma “volta em bicleta” pelo globo como parte das iniciativas para aumentar a consciencialização para a prevenção do fenómeno, que anualmente envolve um milhão de mortes no mundo. O número corresponde a uma morte a cada 40 segundos.

Prevenção

Os eventos realizados sob o lema “Estigma: uma grande barreira para a prevenção ao suicídio” são apoiados pela Organização Mundial da Saúde, OMS, e a Associação Internacional para Prevenção ao Sucídio, Iasp.

Em entrevista à Rádio ONU, de São Paulo, o antigo especialista da Organização Mundial da Saúde, José Bertolote, falou das ações individuais para ajudar a prevenir as mortes.

Ajuda

“Eu diria um pouquinho mais de solidariedade humana. Perceber o sofrimento do outro e ter a coragem de se aproximar do outro. Muitas vezes as pessoas pensam: o que é que eu vou fazer? Eu não sou especialista, não sei o que fazer. Eu não vou fazer nada. Isso não é a melhor conduta. Eu posso não saber a solução, mas se eu me aproximo de alguém, identifico um problema, eu posso ajudar a ir procurar quem entende mais do que eu, e pode ajudar essa pessoa.”

A OMS informou que o número de casos de suicídio ultrapassa o de mortes por homicídio e guerras combinados.

Problemas Mentais

A agência da ONU lembra que uma grande parte das pessoas que se matam sofrem de problemas mentais. E muitas pessoas que morrem por suicídio jamais contatam os serviços de saúde à procura de ajuda.

Para a Associação Internacional para Prevenção ao Sucídio o preconceito com pessoas que sofrem de problemas mentais ou têm pensamentos suicidas só piora a situação.

De acordo com a associação, um outro problema é a criminalização do comportamento suicida, que inibe muitas pessoas a procurarem ajuda.

*Apresentação: Eleutério Guevane.