Ban quer plano credível para o fim da violência no Egito

17 agosto 2013

Secretário-Geral defende que “polarização acentuada” exige partilha de responsabilidades entre as autoridades e os políticos; agências de notícias apontam várias detenções na retirada de manifestantes de uma mesquita no Cairo.

Eleutério Guevane, da Rádio ONU em Nova Iorque.

O Secretário-Geral da ONU pediu, neste sábado, que seja adotado um plano credível para “conter a violência e retomar o processo político comprometido pelas hostilidades no Egito.”

O apelo foi lançado às autoridades e aos líderes políticos do país, numa nota em que Ban Ki-moon diz que o tempo é essencial.

Mesquita

O responsável manifesta-se alarmado pelos desenvolvimentos no país, pela eclosão de protestos violentos generalizados e pelo uso excessivo da força para lidar com os atos.

Neste sábado, agências de notícias anunciaram que forças de segurança esvaziaram uma mesquita da capital, Cairo, onde estavam concentrados apoiantes da Irmandade Muçulmana.

Parte dos manifestantes foi retirada do local e outros detidos, no episódio que teria envolvido a troca de tiros entre as duas partes, apontam os relatos das agências.

Instalações

Ban condenou veementemente os ataques a igrejas, hospitais e outras instalações públicas, em atos que considera inaceitáveis. Para o representante, nenhum tipo de reivindicação justifica a destruição da infraestrutura e de propriedades importantes para o futuro do Egito.

O pronunciamento surge um dia depois de as autoridades de saúde terem anunciado a morte de 173 pessoas, como resultado de confrontos entre grupos de manifestantes e forças de segurança.

Para o chefe da ONU, a prioridade de momento para os egípcios é  prevenir a perda de mais vidas, tendo exortado às autoridades posicionadas nas ruas que usem contenção máxima para evitar a escalada.

Diferenças

O Secretário-Geral observou que “o movimento dos relógios políticos é para frente e não para trás”, tendo apelado aos egípcios que resolvam pacificamente as suas diferenças no interesse do avanço.

Ban termina a nota a observar que com a polarização acentuada do país, tanto as autoridades como os líderes políticos devem partilhar a responsabilidade para pôr fim à violência.

 

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