Alta comissária da ONU diz que Egito tem que investigar mortes
BR

9 julho 2013

Em comunicado, Navi Pillay afirmou que país tem que iniciar inquérito independente e imparcial sobre assassinato de 51 manifestantes pós Irmandade Muçulmana que prostestavam no Cairo.

Eleutério Guevane, da Rádio ONU em Nova York.*

As Nações Unidas pediram a abertura de um inquérito sobre a morte de 51 simpatizantes do ex-presidente Mohammed Mursi, do Egito.

Os manifestantes pró Irmandande Muçulmana foram assassinados na segunda-feira. Em comunicado, a alta comissária de direitos humanos, Navi Pillay, disse que a investigação tem que ser “independente e imparcial”. Segundo ela, todos os resultados do inquérito têm de se tornar públicos.

Prisão Domiciliar

A violência entre manifestantes a favor e contra do presidente deposto já matou mais de 80 pessoas desde a sexta-feira, quando o Exército colocou o presidente Mursi em prisão domiciliar, assumindo o poder no país árabe.

Ainda no comunicado, Pillay comentou a informação de o próprio presidente interino, Adly Mahmud Mansur, ter ordenado a abertura do inquérito.

Segundo agências de notícias, manifestantes retornam às ruas, nesta terça-feira, para protestar anúncios de realização de eleições antecipadas no Egito.

Caráter Pacífico

A porta-voz da ONU, Cécile Pouilly, pediu que todas as partes mantenham o caráter pacífico das manifestações. Ela disse que o Exército tem que exercer moderação máxima.

Painel

Pouilly disse que o escritório se inteirou dos planos das autoridades provisórias sobre a formação de um painel para alterar a constituição, de realizar um referendo e de eleições parlamentares.

Horas depois das mortes dos manifestantes, na segunda-feira, o Secretário-Geral condenou os atos e pediu uma averiguação dos assassinatos. Ban disse que o Egito tem que evitar a escalada da violência.

A alta comissária da ONU afirmou que o paradeiro de Mursi continua desconhecido.

*Apresentação: Mônica Villela Grayley.

 

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