Egito: alta comissária preocupada com detidos da Irmandade Muçulmana

5 julho 2013

Agências noticiosas anunciaram que centenas de mandados teriam sido emitidos para partidários do deposto presidente Mohamed Mursi, que estaria sob prisão domiciliária; Navi Pillay fala de violência sexual aparentemente organizada contra mulheres manifestantes.

Eleutério Guevane, da Rádio ONU em Nova Iorque.*

A alta comissária dos Direitos Humanos disse estar preocupada com relatos de detenção generalizada de membros dirigentes da Irmandade Muçulmana no Egipto, o partido do deposto presidente Mohamed Mursi.

Em comunicado, emitido nesta sexta-feira, Navi Pillay apelou para o fim da violência, das detenções arbitrárias e de atos ilegais de retaliação.

Violência Sexual

A responsável acrescenta que também devem ser tomadas medidas sérias para deter e investigar a violência sexual contra mulheres manifestantes, um ato que, sublinha, teria sido aparentemente organizado.

Agências noticiosas apontam que decorrem manifestações levadas a cabo por apoiantes do antigo presidente. O exército teria confirmado que autorizou protestos pacíficos.

Mandados

De acordo com os relatos, o líder deposto encontra-se detido juntamente com figuras importantes do seu partido. As agências apontam, ainda, que outros 300 partidários de Mursi teriam sido alvos de mandados de prisão.

Entretanto, a União Africana anunciou que vai suspender o Egito de todas as atividades. A entidade justifica a medida com o que chamou política da UA, “até a restauração da ordem constitucional.

Respeito

De acordo com a alta comissária, as novas autoridades de transição no Egito devem restabelecer rapidamente o Estado de Direito e um sistema de governo que respeite os direitos humanos de todos os cidadãos.

Pillay enfatizou que neste período de transição devem ser mantidos os direitos humanos reconhecidos internacionalmente, assim como as  liberdades, incluindo as de expressão e as de reunião.

A representante instou às partes da sociedade a exercer os direitos para uma solução pacífica de modo a evitar a perda de vidas.

Aos egípcios, a alta comissária pediu que seja aproveitada a “nova oportunidade para realizar o potencial do país”, para que se torne uma democracia plena, funcional e próspera, sem futura agitação desestabilizadora.

*Apresentação: Denise Costa.

 

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