Cabo Verde a apostar no “mercado da saudade” para aquecer economia

25 junho 2013

Ministro da Cultura diz que comunidades cabo-verdianas no exterior consomem “tudo que tem a marca Cabo Verde”, como por exemplo, o vinho do fogo; governo realiza estudo com União Europeia para medir potencial da economia criativa no arquipélago.

Mônica Villela Grayley, da Rádio ONU em Nova Iorque.*

O governo de Cabo Verde informou que pretende investir na economia gerada pelas comunidades no exterior para promover  os seus produtos no mundo.

A afirmação é do ministro da Cultura, Mário Lúcio Sousa. Em entrevista à Rádio ONU, durante uma viagem a Nova Iorque, o governante falou da importância e da cooperação da diáspora cabo-verdiana para a economia e para a política do arquipélago africano.

Artesanato

“Os imigrantes votam em direto porque são eles que dão as orientações de voto porque são eles que estão a trabalhar para as famílias. Mas eles são importantes para as economias criativas por causa do chamado ‘mercado da saudade’. Eles consomem atualmente todo o produto que tem marca cultural de Cabo Verde. E nós não conseguimos preencher este mercado. O vinho do fogo acaba, o artesanato não chega. Tudo o que tem marca Cabo Verde, as comunidades no exterior consomem tudo rapidamente. O mercado da saudade é um grande mercado para nós porque é um mercado maior do que a população interna.”

O ministro Mário Lúcio lembrou que há mais cabo-verdianos a viver no exterior do que na nação africana. Para o governante, a era da tecnologia da informação oferece uma grande oportunidade de promoção de uma nova economia verde e criativa, que deve evidenciar o papel da cultura nos seus produtos.

*Apresentação: Denise Costa.

 

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