Campanha de saúde consegue erradicar o tétano em 31 países
BR

16 maio 2013

Guiné-Bissau, Moçambique e Timor-Leste estão na lista; iniciativa do Unicef, governos e setor privado quer eliminar a doença em mais 28 nações; tétano mata um recém-nascido, a cada nove minutos, no mundo.

Edgard Júnior, da Rádio ONU em Nova York.

Uma campanha de saúde coordenada pela ONU conseguiu erradicar o tétano em 31 dos 59 países considerados como prioridade pelo Fundo das Nações Unidas para a Infância, Unicef.

A Iniciativa para a Eliminação do Tétano Neonatal e Materno, conta com a participação de várias agências das Nações Unidas, como também, de governos, ONGs e da iniciativa privada.

Meta

Entre os países que conseguiram atingir essa meta estão: China, Guiné-Bissau, Iraque, Moçambique, África do Sul e Timor-Leste. Os esforços continuam para acabar com o problema em Angola, Haiti, Índia, Indonésia e Paquistão.

O tétano mata um recém-nascido a cada nove minutos no mundo inteiro. A maioria deles, vive em países pobres.

Vacinas

O Unicef lembrou que a doença pode ser facilmente prevenida com a vacinação. As infecções acontecem quando os bebês nascem em locais sem qualquer condição de higiene e pelo uso de instrumentos não esterilizados para cortar o cordão umbilical.

Os especialistas explicam que com apenas três doses da vacina, que custam cerca de US$ 2 cada, aproximadamente R$ 4 tanto a mãe, quanto os recém-nascidos estarão protegidos por cinco anos.

Modelo

A Iniciativa para a Eliminação do Tétano serve de modelo para mostrar como vários parceiros podem trabalhar juntos para alcançar resultados.

De 2 mil a 2010, o Unicef calcula que o número de bebês que morrem, anualmente, por causa da doença caiu de 200 mil para 58 mil. Nos últimos 14 anos, mais de 118 milhões de grávidas foram vacinadas em 52 países.

Apesar do progresso, a ONU diz que 28 nações que estão na lista de prioridades, ainda não conseguiram eliminar o tétano. Os principais desafios para atingir a meta são a insegurança em várias regiões, barreiras culturais e falta de dinheiro para financiar as operações.

 

♦ Receba atualizações diretamente no seu email - Assine aqui a newsletter da ONU News
♦ Baixe o aplicativo/aplicação para - iOS ou Android
♦ Assista aos vídeos no Youtube e ouça a rádio no Soundcloud