Crise humanitária no Iêmen pode desestabilizar o país, alerta ONU
BR

16 maio 2013

Cerca de 10 milhões de pessoas passam fome e mais de 6 milhões não têm acesso a serviços básicos de saúde; conflito entre norte e sul agravado pela seca e pela pobreza obrigou mais da metade dos iemenitas a depender de assistência.

Mônica Villela Grayley, da Rádio ONU em Nova York.*

As Nações Unidas afirmaram que a grave situação humanitária do Iêmen pode acabar ameaçando a estabilidade do país, do sudoeste da Ásia.

O coordenador humanitário da ONU no Iêmen, Ismail Ould Cheikh Ahmed, disse que a falta de verbas está dificultando também a reposta adequada à crise. O Programa Mundial de Alimentos, PMA, está precisando de US$ 100 milhões, o equivalente a R$ 200 milhões, para providenciar rações e comida para os iemenitas.

Serviços Básicos

Segundo as Nações Unidas, 10 milhões de pessoas não têm o suficiente para se alimentar, e mais de 6 milhões estão vivendo sem serviços básicos de saúde.

Além disso, o conflito entre o norte e o sul do Iêmen obrigou mais da metade da população, de 24 milhões, a depender de assistência humanitária. A situação está sendo agravada pelas constantes secas e pelos altos índices de  pobreza.

Um outro problema é a situação das crianças. Mais de 1 milhão delas sofrem de má nutrição aguda; 250 mil crianças podem morrer a qualquer momento caso não recebam ajuda.

Al Qaeda

O representante do Escritório de Ajuda Humanitária da ONU, no Iêmen, disse que a situação política está piorando, uma vez que o governo perdeu o controle sobre parte do país. Ele lembrou que o comando de Abiyan, que estaria nas mãos da organização Al Qaeda, tem impedido o serviço de saúde à população.

Até o momento, somente 28% dos apelo de US$ 716 milhões foram entregues. O Iêmen ainda está tendo que abrigar dezenas de milhares de refugiados e migrantes que cruzam o Golfo do Áden à procura de uma vida melhor na região do Golfo.

*Com informações de Patrick Maigua, em Genebra.

 

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