Em Washington, Ban busca apoio para acelerar agenda do desenvolvimento
BR

19 abril 2013

Ao comentar as Metas do Milênio, Secretário-Geral da ONU disse que apeasar de avanços em muitas áreas, acesso ao saneamento básico continua sendo um desafio em muitos países em desenvolvimento.

Mônica Villela Grayley, da Rádio ONU em Nova York.

As Nações Unidas firmaram uma cooperação com bancos internacionais de desenvolvimento para facilitar o alcance das Metas do Milênio.

Em reunião, nesta sexta-feira, em Washington, o Secretário-Geral da ONU, Ban Ki-moon, discutiu os progressos já feitos e os desafios para a agenda de desenvolvimento pós-2015.

Favelas

Ban lembrou que a pobreza global foi reduzida pela metade, e que cerca de 100 milhões de pessoas que vivem em favelas têm agora melhores condições de moradia além de mais acesso à água.

A luta contra o HIV/Aids, a malária e a tuberculose também está ajudando a salvar milhões de vidas. Mas o acesso ao saneamento básico, por exemplo, ainda é um obstáculo em muitos países desenvolvidos.

Segundo a ONU, até o fim do prazo para as Metas do Milênio em 2015, cerca de 2,5 bilhões de pessoas ainda estarão vivendo sem banheiro ou toalete.

Debate

O número de mulheres morrendo no parto também é alto.

Em seu discurso, Ban disse que é preciso também pensar na agenda do desenvolvimento depois de 2015, quando o mundo irá se concentrar em metas sustentáveis.

Em maio, Ban receberá um relatório sobre a participação da sociedade civil em todas as regiões do mundo. O tema será levado ao próximo debate geral de líderes internacionais, realizado em setembro nas Nações Unidas.

Economias Emergentes

O Secretário-Geral afirmou que continuará defendendo a contribuição financeira de países, conhecida como Assistência Oficial ao Desenvolvimento (ODA, na sigla em inglês), e que equivale a 0,7% do PIB dos países doadores.

Mas para Ban, a parceria com o setor privado, organizações filantrópicas e a sociedade civil além da importância das economias emergentes são fundamentais para o sucesso da agenda de desenvolvimento.

Ele lembrou que a mudança climática tem que estar no topo da agenda dos líderes internacionais.

Para ele, o memorando de entendimento assinado com os bancos de desenvolvimento, o sistema da ONU e as instituições de Bretton Woods são uma boa notícias para as Metas do Milênio.

 

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