Unicef investe doação japonesa para apoiar controlo da malária em Angola

11 abril 2013

Governo nipónico concedeu US$ 2,7 milhões para apoiar o programa de controlo da malária do Governo angolano.

Eleutério Guevane, da Rádio ONU em Nova Iorque.

O Fundo da ONU para a Infância, Unicef, anunciou que vai aplicar a doação de US$ 2,7 milhões no apoio ao programa de controlo da malária do Governo angolano, com vista à redução da mortalidade infantil no país.

O montante, anunciado esta quinta-feira,  foi concedido pelo governo japonês. Em Angola, a doença é a principal causa de morbidade e mortalidade infantil e responsável por um quarto das mortes de crianças com menos de cinco anos.

Plano

Em declarações à Rádio ONU, de Luanda, o representante do Unicef no país, Koen Vanormelingen, reafirmou as ações das autoridades do país nas medidas do plano contra a malária.“Primeiro, dormir debaixo de um mosquiteiro tratado com inseticida. Segundo, assegurar o acesso da mulher grávida a dois tratamentos preventivos para a malária durante a gravidez. Em terceiro lugar, a pulverização intra-domiciliar, com inseticida, para evitar a multiplicação dos mosquitos e a limpeza do ambiente. Finalmente, o tratamento precoce adequado com medicamentos eficazes contra a doença. Estas quatro medidas, em conjunto, constituem a base da estratégia nacional luta contra a doença”, disse.

Pobreza

A agência cita pesquisas  que demostram que a perda de produtividade aliada aos custos relacionados com a saúde fazem da malária um fator impulsionador do ciclo da pobreza e limitante do desenvolvimento.

Com o montante, o Unicef revelou que deve  apoiar a campanha contra o mosquito vetor da doença com a distribuição das redes. O investimento também deve ser canalizado para acelerar a implementação da abordagem baseada na comunidade para a prevenção da malária, bem como a oferta de  cuidados e tratamento.

Famílias

O ministro da Saúde angolano, José Van-Dúnem, disse que o valor deve aumentar a distribuição e o uso de redes mosquiteiras por famílias angolanas, e contribuir para a redução da mortalidade pela doença.

Espera-se que sejam adquiridas 455 mil redes tratadas e  distribuídas através de um projeto-piloto para o tratamento de malária a nível da comunidade.

O valor também deve apoiar um projeto-piloto de tratamento domiciliário da malária a nível comunitário, além da formação de  mobilizadores sociais para divulgar emas mensagens essenciais sobre a sua prevenção e tratamento.

 

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