Pnuma pede medidas eficientes para evitar mais danos ao Ártico
BR

18 fevereiro 2013

Mônica Villela Grayley, da Rádio ONU em Nova York.

Um estudo do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente, Pnuma, chama a atenção, nesta segunda-feira, para os danos provocados ao Ártico pelo degelo.

A pesquisa anual do Pnuma também destaca os riscos causados por químicos e o aumento recente no comércio ilegal de plantas e animais silvestres.

Gás e Petróleo

A redução na cobertura de gelo do Ártico tem se intensificado. Ao todo, houve uma baixa recorde de 3,4 milhões de km2 somente no ano passado. O número representa a marca de 18% abaixo do recorde anterior, registrado em 2007, e 50% a menos que a média de 1980 e 1990.

O Livro Anual 2013 do Pnuma revela que a diminuição do gelo está facilitando o acesso a recursos naturais como gás e petróleo, o que tem aumentado atividades que podem ameaçar o ecossistema e a vida silvestre.

O chefe do Pnuma, Achim Steiner, afirmou que as mudanças no Ártico, considerado uma espécie de termômetro para o aquecimento global, tem sido motivo de preocupação há algum tempo. Mas para Steiner, essa preocupação tem, que ser traduzida em ações contra o degelo e as mudanças climáticas.

Alasca

Segundo ele, as consequências da corrida por recursos naturais devem ser bem analisadas pelos países.

A Pesquisa Geológica dos Estados Unidos, por exemplo, calcula que 30% das reservas de gás natural ainda por serem descobertas estão exatamente no Ártico. E mais de 70% dos recursos de petróleo ainda a serem identificados estariam no norte do Alasca, no leste do Groenlândia e outras áreas.

Povos Indígenas

O Pnuma alertou que a pressa por acesso a recursos naturais e as mudanças ambientais podem interromper a hidrologia, ameaçar os ecossistemas, além de por em risco espécies e o modo tradicional de povos indígenas. E as ramificações destas ações vão além do Ártico, mas atingem todo o mundo.

O tema está sendo analisado também pelo chamado Conselho do Ártico que inclui Canadá, Dinamarca, Finlândia, Islândia, Noruega, Rússia, Suécia e Estados Unidos.

Elefantes

O estudo recomendou a criação de incentivos para garantir segurança de químicos e da melhoria da regulação destes agentes, além de informar a opinião pública sobre os perigos no uso desses químicos.

Já sobre o tráfico ilegal de espécies silvestres, a pesquisa mostrou que o ano de 2011 foi um dos mais graves desde 2002. O número de elefantes mortos, no ano passado, foi de dezenas de milhares, com um recorde de 668 rinocerontes abatidos em caça na África do Sul.

 

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