Estrelas quenianas em iniciativa para reduzir risco de violência eleitoral

11 fevereiro 2013

Pnud apoia campanha nacional que deve incluir comícios e redes sociais; cerca de 1,5 mil pessoas morreram e mais de 200 mil foram deslocadas devido à violência após as eleições de 2007.

Eleutério Guevane, da Rádio ONU em Nova Iorque.

Estrelas do desporto queniano estão envolvidas numa campanha nacional para reduzir o risco de violência nas eleições gerais do próximo mês. A iniciativa é apoiada pelo Programa da ONU para o Desenvolvimento, Pnud.

A agência anunciou que praticantes de várias modalidades, de ambos os sexos, devem protagonizar comícios em todo o país com vista à participação popular pacífica no pleito a decorrer a 4 de Março.

Mortes

A iniciativa do Pnud é parte de esforços que incluem uma série de outros métodos com vista a conter a violência.

Após o pleito de 2007, cerca de 1,5 mil pessoas morreram e mais de 200 mil foram deslocadas devido à violência que culminou com uma crise política, económica e humanitária no país africano.

Associações

Entre as dezenas de celebridades está o jogador queniano de Rugby, Lavin Asego, que apontou como adversário o potencial espetro da violência eleitoral. A campanha também envolve associações desportivas e as Nações Unidas no Quénia.

Paralelamente à medida, o Pnud anunciou o apoio à monitorização online dos “discursos de ódio”, como parte das ações para a prevenção de conflitos. Até ao momento, o Google Quénia notificou 770 incidentes de discurso considerado perigoso, pelo potencial de “incitar à violência” no pleito.

Redes Sociais

O trabalho de monitorização envolve as redes sociais, que também serão usadas pelas estrelas quenianas para sensibilizar os eleitores sobre o processo, incluindo a diáspora.

O Pnud aponta que o plano inclui atrair políticos, para que estes se comprometam publicamente com a paz. A agência aponta que a expectativa é ajudar a expressar a sua disponibilidade em aceitar os resultados eleitorais.

Outra vertente envolve o reconhecimento da derrota, se for o caso, além de permitir que os partidários mantenham a calma ou recorram à justiça para a disputa dos resultados eleitorais.

 

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