ONU prevê evolução de crescimento global até 2014

17 janeiro 2013

Com incertezas e riscos, previsões apontam para aumento de 2,4 % este ano e  3,2% para o próximo; Angola deve manter taxa de inflação acima dos 10% ao lado da Nigéria; já o Brasil deve crescer 4% este ano.

Eleutério Guevane, da Rádio ONU em Nova Iorque.

As Nações Unidas prevêem um crescimento relativamente forte do Produto Interno Bruto, PIB, para África em 2013 e 2014. No período, o continente deve crescer 4,8% e 5,1% respectivamente.

Um novo informe do Departamento de Assuntos Economicos e Sociais da ONU, Desa, espera ainda que a região atinja um crescimento médio do PIB de 3,9%, após os 3,1 % de 2012.

Qualidade

O relatório, lançado em Genebra, destaca, entretanto  o problema do nível e da qualidade dos postos de emprego gerados no continente.

Angola é um dos países que deve manter a taxa de inflação acima dos 10% ao lado da Nigéria. Em média, as economias de África poderão registar uma ligeira moderação do crescimento da produção para 4,8% em 2013.

Conflitos

Os desafios identificados para os africanos vão desde os conflitos armados em vários países. O relatório aponta ainda a necessidade de aumento do rendimento per capita que "não tem estado a acelerar o suficiente para que se reduza substancialmente a pobreza."

Como principal obstáculo para o desenvolvimento mais dinâmico na maior parte das economias africanas  foi citada a deficiência de infraestrutura.

Incertezas

A ONU prevê uma evolução de crescimento global de 2,4 % em 2013 para  3,2% em 2014, devido ao ambiente de grandes incertezas e riscos de deterioração da situação económica.

O  retorno do ritmo de crescimento moderado da América Latina e das Caraíbas neste ano deve ser liderado pelo Brasil, refere o documento. O órgão aposta num crescimento de 4% para o PIB brasileiro este ano e 4,4% em 2014.

Para o ano passado, o documento destaca  a fraca demanda nas exportações que ditou uma desaceleração notável do crescimento regional de 4,3% para 3,1%.

Economias

Prevê-se que a oferta de petróleo do Brasil seja beneficiada devido a quedas  na produção em regiões como o mar do Norte e a Ásia Central, em 2013.

O documento destaca a queda do crescimento do Brasil, de 7,5 % em 2010 para cerca de 1,3 % em 2012, seguindo a  tendência da China, ao cair de 10,4% para 7,7%, e da Índia, que baixou de 8,9% para 5,5 %.

 

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