Conselho de Segurança quer rápido envio de força militar ao Mali

11 janeiro 2013

Após reunião à porta fechada, órgão apela o estabelecimento de um roteiro de acordo político; encontro seguiu-se à tomada da cidade de Konna, situada a nordeste da capital maliana, Bamako; governo e rebeldes devem se reunir dia 21.

Eleutério Guevane, da Radio ONU em Nova Iorque.

O Conselho de Segurança apelou para uma rápida implantação da missão Internacional de Apoio ao Mali, Afisma, a ser liderada pela União Africana.

A informação consta de um comunicado, emitido após uma reunião à porta fechada, realizada esta quinta-feira. O encontro seguiu-se à tomada da cidade de Konna, situada a 700 km a nordeste da capital maliana, Bamako.

Negociações

Os 15 países-membros do órgão pediram a emissão imediata de um roteiro de acordo político, que inclui negociações com não-extremistas malianos no norte e pressões para a plena restauração da governabilidade democrática.

Ao aprovar a Afisma, em Dezembro passado, o Conselho autorizou a implantação da força militar internacional por um período inicial de um ano incumbida de contribuir para reconstruir as Forças de Defesa e Segurança malianas.

Extremistas

Com 3 mil homens a missão deve apoiar as autoridades do Mali a “recuperar áreas do norte que estão sob o controlo de extremistas, terroristas e grupos armados além de reduzir a ameaça representada por grupos terroristas”.

Entre outras tarefas, a Afisma também deve ajudar as autoridades a proteger a população, criar um ambiente seguro para a distribuição de assistência humanitária além do retorno dos deslocados internos e refugiados.

Preocupação

Os membros do Conselho expressam também a sua profunda preocupação com relatos de movimentações militares, ataques de grupos terroristas e extremistas no norte do país.

Para o órgão, a “grave deterioração da situação ameaça ainda mais a estabilidade e integridade do Mali e constitui uma ameaça direta para a paz e segurança internacionais.”

Assistência

Aos Estados-membros da ONU, o Conselho de Segurança reiterou o seu apelo para o apoio resolução da crise no Mali na prestação de assistência para reduzir a ameaça de organizações terroristas e grupos associados.

Por outro lado, o representante especial do Secretário-Geral para a África Ocidental, Said Djinnit, disse continuar os seus esforços para apoiar as conversações políticas no Mali.

Conversações

Segundo as Nações Unidas o Governo e os rebeldes têm agendadas conversações de paz para a capital de Burkina Faso, Ouagadougou,  no próximo dia 21.

O representante destacou a necessidade do estabelecimento de um diálogo nacional inclusivo e do desenvolvimento de um roteiro para a transição no país da África Ocidental.

 

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