Aulas de história para conter tensões entre anfitriões e refugiados no Burkina Faso

11 janeiro 2013

Acnur destaca iniciativa, que aliada à construção de dezenas de salas de aula visa aproximar recém-chegados do Mali e acomunidade burquinabe de Sag-Nioniogo.

Eleutério Guevane, da Rádio ONU em Nova Iorque. 

O ensino de história para estudantes das comunidades de acolhimento de Burkina Faso e  refugiados do Mali é tido como ferramenta para melhorar a compreensão mútua e reduzir tensões.

De acordo com o Alto Comissariado da ONU para Refugiados, Acnur, a medida faz parte de esforços coordenados com parceiros, para evitar problemas e garantir o bom relacionamento entre as duas partes.

Violência

O Acnur estima que mais de 38 mil malianos deixaram o seu país devido à seca, violência e normas islâmicas rígidas no norte. Desde Janeiro do ano passado a região foi assolada por conflitos entre as tropas do governo e os rebeldes Tuaregue.

O ensino da história dos dois países junta-se à construção de dezenas de salas de aula, que devem serem usadas tanto pelos recém-chegados do Mali como pela comunidade burquinabe de Sag-Nioniogo. A região acolhe cerca de 2,7 mil malianos.

Desafios

O Acnur aponta que entre os grandes desafios está a gestão da crescente

pressão sobre os recursos na região de acolhimento, que também é assolada pela seca e a escassez alimentar.

A chegada dos refugiados provocou várias reações em Sag-Nioniogo, onde

vários moradores tiveram de abrir mão das suas terras para a construção do acampamento  de refugiados, refere o Acnur.

Área Sagrada

A montagem de tendas para abrigar malianos numa área considerada sagrada também causou uma reação negativa da população.

O Acnur revelou o estabelecimento de um posto de saúde no acampamento de Mentao, na província de Soum no noroeste. Mais da metade da população que busca atendimento integra a comunidade local.

 

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