ONU preocupada com renúncia do primeiro-ministro do Mali

11 dezembro 2012

Secretário-Geral renova apelo à cessação da interferência militar na política; Conselho de Segurança diz estar disposto a considerar medidas apropriadas contra envolvidos na queda do governo de Cheick Modibo Diarra.

Eleutério Guevane, da Rádio ONU em Nova Iorque.

O Secretário-Geral da ONU disse estar preocupado com as circunstâncias que levaram à renúncia do primeiro-ministro do Mali, Cheick Modibo Diarra.

Em comunicado, publicado em Nova Iorque, Ban Ki-moon renova o seu apelo à cessação da interferência militar na política e insta os dirigentes malianos a resolverem qualquer problema através de meios pacíficos.

Conselho de Segurança

O pronunciamento seguiu-se à reação do Conselho de Segurança, lida pelo embaixador do Marrocos, Mohammmed Loulichki,  que assume a presidência rotativa do órgão em Dezembro.

Os 15 países-membros dizem condenar a detenção do primeiro-ministro maliano levada a cabo, nesta segunda-feira, por membros das Forças Armadas. A ação levou à renúncia do primeiro-ministro e a demissão do Governo do Mali.

De acordo com a ONU, o país enfrenta uma emergência humanitária devido à insegurança e conflitos. A situação é considerada mais grave no norte, controlado por grupos rebeldes, na sequência de confrontos iniciados em Janeiro.

Medidas

O Conselho expressa disposição em considerar medidas apropriadas, incluindo sanções específicas contra os que impeçam a restauração da ordem constitucional ou minem a estabilidade do país da África Ocidental.

Para Ban Ki-moon, os últimos acontecimentos reforçam a importância de esforços a nível nacional e internacional para lidar com as crises políticas em Bamako.

Governo

Ao presidente interino, Dioncounda Traore, Ban pediu que inicie rapidamente consultas para a nomeação de um primeiro-ministro consensual e a formação de um governo inclusivo e abrangente.

O Secretário-Geral sublinha a urgência de avançar com o diálogo para definir um roteiro para a transição consensual, que inclua a realização de eleições e o restabelecer a ordem constitucional e a integridade territorial.

 

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