Ban encoraja imposição de sanções contra extremistas no Mali

8 agosto 2012

No Conselho de Segurança, Secretário-Geral indicou que o alvo das medidas devem pessoas ou grupos envolvidos em atividades radicais de natureza religiosa, criminal e terrorista no país da África Ocidental.

Eleutério Guevane, da Rádio ONU em Nova Iorque.

O Secretário-Geral da ONU encorajou o Conselho de Segurança a considerar a imposição de sanções financeiras e de viagens contra pessoas extremistas envolvidas no conflito no Mali.

Ao discursar nesta quarta-feira, no Conselho de Segurança, Ban Ki-moon referiu que o alvo das medidas devem ser indivíduos ou grupos envolvidos em atividades extremistas religiosas, criminosas e terroristas no país.

Instabilidade

O ógão da ONU manteve um encontro para debater a instabilidade no Mali, no qual Ban indicou haver preocupação com o “fluxo de jihadistas” que tornam o norte num porto seguro para terroristas e criminosos.

Falando à Rádio ONU,  após o encontro, o representante da União Africana junto das Nações Unidas, Téte António, disse que a organização continental estava a operar para ter a identidade dos envolvidos.

Lista

“Temos estado a trabalhar no estabelecimento desta lista de grupos que continuam com ações terroristas, grupos vêm a impedir qualquer esforço de normalização do governo do Mali, da Cedeao (Comunidade Económica dos Países da África Ocidental), tal como da União Africana.”

No seu  pronunciamento durante o encontro, Téte António defendeu o rápido envio de forças de manutenção da paz ao Mali, apoiadas pela ONU.

Ban Ki-moon manifestou-se “extremamente preocupado” com relatos de que grupos armados no norte estão a cometer graves violações dos direitos humanos, incluindo execuções sumárias de civis, estupros e tortura.

Refúgio

A ONU indica que mais de 174 mil pessoas foram deslocadas e outras 253 mil procuraram refúgio em países vizinhos. A região é assolada pela insegurança alimentar grave e crise  de nutrição que afetam 4,6 milhões de malianos.

Esforços para o restabelecimento da autoridade do Estado no norte foram tidos por Ban Ki-moon como essenciais, para uma futura estratégia governamental mais abrangente que restaure a ordem constitucional no país.

Ação Militar

Para o Secretário-Geral, a estratégia deve definir claramente as respostas às questões socioeconómicas e políticas, as modalidades de diálogo, as negociações e os objetivos de uma eventual ação militar contra forças extremistas.

Ban elogiou passos para garantir a formação de um governo de unidade nacional e saudou o anúncio da criação do Comité Nacional de Transição, o Comité do Diálogo Nacional, e o Alto Conselho de Estado do Mali.

 

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