Relatório indica uso de menores como escudos humanos na Síria

12 junho 2012

Estudo publicado, esta terça-feira, em Nova Iorque, fala do envolvimento de crianças de oito anos; Annan indica que a violência é similar aos níveis verificados antes da implementação do plano de cessar-fogo.

[caption id="attachment_198293" align="alignleft" width="350" caption="Radhika Coomaraswamy"]

Eleutério Guevane, da Rádio ONU em Nova Iorque.

A representante especial do Secretário-Geral para as Crianças em Conflitos Armados, Radikha Coomaraswamy, defende que menores são usados como escudos humanos no conflito sírio.

Um relatório anual, publicado esta terça-feira, em Nova Iorque, aponta o envolvimento de crianças de oito anos. O documento relata que estas foram retiradas à força das suas casas e colocadas diante de janelas de autocarros transportando forças militares para operações em aldeias.

Violência

O relatório coincide com o pronunciamento do enviado especial da ONU e da Liga Árabe à Síria, indicando que a violência no país é similar aos níveis verificados antes da implementação do plano de cessar-fogo, em Abril.

Em nota, Kofi Annan disse que o governo sírio detém poder para o cessar a violência, os assassinatos e as violações dos direitos humanos.

Plano de Paz

De acordo com o seu porta-voz, Ahmad Fawzi, Annan espera que o grupo de contacto sobre a Síria, que está a ser formado, dê o ímpeto necessário para a implementação integral do plano de paz de seis pontos proposto pelo enviado.

Fawzi indica que, neste momento, o plano é o único em cima da mesa e que carece de implementação. Um pedido foi avançado aos países para que exerçam a sua influência sobre as partes com vista à implementação do plano que ponha fim às mortes e dê início à transição política.

Prisões

No seu pronunciamento, Annan indica que observadores militares da ONU no país documentaram provas do uso de helicópteros no conflito, por parte das forças governamentais.

Já o estudo sobre Crianças em Conflitos Armados aponta violações alegadamente cometidas por elementos do Exército sírio, das forças da inteligência e da milícia Shabbiha, que se a acredita que sejam aliadas do governo.

Invasão

As ações relatadas incluem a morte, mutilação, prisões arbitrárias, detenções e atos de tortura e violência sexual. A invasão de escolas, o seu uso como centros de detenção e bases militares e agressão de meninas e meninos são referidos.

Radikha Coomaraswamy refere, que perante os atos de violência, cometidos contra civis na Síria, o mundo tem confiança de que os crimes não ficarão impunes.

 

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