Ban quer ONU preparada para responder aos vários cenários na Síria

7 junho 2012

Após encontro no Conselho de Segurança, Secretário-Geral disse que são necessárias medidas mais ousadas para abordar a crise; Annan diz esperar que não seja necessário muito tempo para pôr fim ao conflito.

Eleutério Guevane, da Rádio ONU em Nova Iorque.

O Secretário-Geral da ONU alertou que as Nações Unidas devem estar preparadas para responder a qualquer eventualidade e aos vários cenários na Síria.

Em declarações à imprensa, nesta quinta-feira, Ban Ki-moon, sublinhou que não é possível prever como vai evoluir a situação do país.

As declarações seguiram-se a consultas no Conselho de Segurança, onde Ban indicou que cabe aos membros do órgão encontrar uma forma de atuação comum, destacando serem necessárias medidas mais ousadas.

Actuação

Para o Secretário-Geral, a comunidade internacional deve falar a uma só voz e enviar a mensagem clara e inequívoca de que a violência deve cessar, em ambos os lados.

Por seu turno, enviado especial da ONU e da Liga Árabe à Síria, Kofi Annan, disse esperar que não seja necessário muito tempo para pôr fim ao conflito.

Mortos

Segundo estimativas, desde Março do ano passado os confrontos entre forças do governo sírio e a oposição já fizeram mais de 10 mil mortos, a maioria civis, e dezenas de milhares de deslocados.

Horas antes, Annan confirmou a morte de dezenas de civis num massacre, ocorrido nesta quarta-feira, a oeste da província de Hama. Agências de notícias referem que pelo menos 78 pessoas morreram no vilarejo de al-Qubeir.

Crimes

Quanto aos assassinatos, o Secretário-Geral afirmou que os eventos das últimas semanas indicam um padrão que pode constituir crimes contra a humanidade.

No Conselho de Segurança, Ban Ki-Moon apelou ao uso da influência do órgão para pressionar o governo sírio a implementar o plano de paz de seis pontos proposto por Kofi Annan, além de cumprir o mandato do Conselho.

Ban pediu que seja feito tudo o que for possível por uma solução política para a crise, mas refere que com o passar do tempo, a Síria corre o risco de se tornar “radicalizada, o que dificultaria o alcance de um acordo e de uma eventual reconciliação.”

 

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