Annan diz que mundo não pode permitir “assassinatos em massa” na Síria
BR

7 junho 2012

Enviado especial da Liga Árabe e das Nações Unidas discursou nesta segunda-feira na Assembleia Geral após a morte de 78 pessoas em Hama, no país árabe.

[caption id="attachment_213850" align="alignleft" width="350" caption="Kofi Annan"]

Eleutério Guevane, da Rádio ONU em Nova York.*

O enviado especial da ONU e da Liga Árabe à Síria, Kofi Annan, confirmou que dezenas de civis foram mortos, nesta quarta-feira, a oeste da província de Hama.

Em discurso à Assembleia Geral, nesta quinta-feira, ele afirmou que o mundo não pode permitir o que chamou de “assassinatos em massa”.

Famílias

Annan disse que o novo massacre de civis, incluindo mulheres e crianças, ocorreu no vilarejo de al-Qubeir, em Hama. Após prestar condolências às vítimas e às suas famílias, Annan lembrou que a ação ocorre duas semanas após o massacre de Houla ter chocado o mundo.

Desde o início de protestos contra o presidente Bashar al-Assad, em março de 2011, cerca de 10 mil pessoas, a maioria civis, já morreram e dezenas de milhares foram deslocadas. Os confrontos envolvem forças da oposição e do governo.

Denúncias

Nesta quinta-feira, a missão de observação da ONU na Síria, Unsmis, anunciou que monitores estavam a ser impedidos de verificar as denúncias sobre o massacre.

Annan indicou que os responsáveis devem prestar contas, reiterando que “não se deve permitir que mortes em massa façam parte do dia-a-dia na Síria.”

*Apresentação: Leda Letra.

 

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