Destino de deslocados malianos preocupa agências humanitárias

13 abril 2012

Relatos de fontes locais apontam escassez de víveres e isolamento de trabalhadores humanitários; Acnur indica que crise já fez mais de 128 mil refugiados.

[caption id="attachment_214244" align="alignleft" width="350" caption="Foto: Acnur"]

Eleutério Guevane, da Rádio ONU em Nova Iorque.

Agências humanitárias manifestaram “séria preocupação” com o destino dos deslocados no norte do Mali.

A situação de segurança deteriorou-se após o golpe de Estado na capital, Bamaco, a 22 de Março, e uma rebelião no norte ocorrida há quase duas semanas.

Deslocados

Dezenas de milhares de pessoas foram deslocadas no norte, onde há pouca assistência humanitária, refere o relatório mais recente do Escritório da ONU para Ajuda Humanitária, Ocha.

Agências da ONU e Ongs  parceiras citam relatos de fontes locais apontando a escassez de água, eletricidade, alimentos e medicamentos. O isolamento de trabalhadores humanitários devido ao conflito é igualmente referido.

Agressão

Nesta sexta-feira, o Secretário-Geral da ONU teve uma conversa telefónica com o novo presidente interino, Dioncounda Traore.

Há também crescente preocupação com a violência baseada no género depois de casos de agressão de mulheres notificados na semana passada.

Segurança

O Alto Comissariado da ONU para Refugiados, Acnur, estima em mais de 128 mil o número de refugiados que fugiram para a Mauritânia, Burkina Faso, Níger, Togo, Argélia e Guiné Conacri, devido à deterioração da situação política e de segurança.

De acordo com fontes oficiais, cerca de 3,5 milhões de pessoas estão em situação de insegurança alimentar. Um em cada cinco malianos é afetado pela crise alimentar e nutricional e o número deverá atingir o pico durante a estação seca entre Junho e Setembro.

 

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