Nações Unidas alertam para aumento da violência sectária no Mali

12 abril 2012

Alta comissária da ONU para os Direitos Humanos cita relatos de graves violações contra civis nas regiões controladas por rebeldes, milícias e militares.

[caption id="attachment_208298" align="alignleft" width="350" caption="Navi Pillay"]

Eleutério Guevane, da Rádio ONU em Nova Iorque.

A alta comissária da ONU para os Direitos Humanos, Navi Pillay, apontou um aumento do risco de violência sectária no Mali, como resultado da tensão regional entre diferentes grupos étnicos.

Em nota divulgada, esta quinta-feira, em Genebra, Pillay chama à atenção para a instabilidade política. Ela defende que a crise é responsável pelo aumento da violência e dos abusos dos direitos humanos.

Abusos

Pillay cita relatos de graves violações, que teriam ocorrido na região norte, controlada por rebeldes Tuareg, indicando que civis teriam sido alvos de assassinato, roubos, estupros ou obrigados a fugir. Segundo refere, tais grupos estariam por detrás de algumas das violações.

No mês passado, uma junta militar assumiu o controlo do país e dissolveu o governo do presidente Amadou Toumani Touré.  A ação ocorreu numa altura em que intensificaram ataques de rebeldes no norte do país.

Casos de Ameaças e Intimidações

Por outro lado, milícias a operar na região são acusadas de saquear propriedades, incluindo hospitais e centros de saúde.

O relatório do Escritório de Direitos Humanos da ONU, aponta relatos de mulheres ameaçadas e intimidadas, e indica preocupação com “relatos de não-muçulmanos atacados e mortos por grupos religiosos extremistas.”

Ordem Constitucional

Aparentemente, segundo o documento, algumas violações dos direitos humanos teriam ocorrido na capital maliana, Bamaco. As alegadas irregularidades incluem prisões sem mandados judiciais ou processos legais, condições de detenção inadequadas e esforços para suprimir a liberdade de expressão.

Um apelo é lançado pelo escritório da ONU para que seja rapidamente restabelecida a ordem constitucional no país e em seguida dada atenção ao  norte onde velhas reclamações têm alimentado a revolta.

 

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