Representante especial da ONU apontou desafios políticos e de segurança na Guiné-Bissau

28 março 2012

Em videoconferência, Joseph Mutaboba referiu o clima que se vive no país na corrida para a segunda volta das presidenciais e desenvolveu os progressos nos campos de competência da missão da ONU no terreno.

[caption id="attachment_207153" align="alignleft" width="350" caption="Joseph Mutaboba"]

Susete Sampaio, da Rádio ONU em Lyon.

O representante especial do Secretário-Geral da ONU na Guiné-Bissau, Joseph Mutaboba, dirigiu-se nesta quarta-feira aos membros do Conselho de Segurança, através de uma videoconferência.

No seu discurso, enfatizou o tema do desafio que apresentam o ambiente político e de segurança no país, numa altura em que se aguarda a segunda volta das presidenciais agendadas para 22 de Abril.

Discurso

Mutaboba começou por falar da transição política e sobre os resultados da primeira volta das eleições, sublinhando a prioridade da restauração da ordem constitucional.

De seguida, o representante especial focou os desenvolvimentos atuais nas áreas de competência da missão da ONU no terreno, Uniogbis.

No campo da luta contra a impunidade, Mutaboba deu exemplos de detenções de criminosos e de investigações em curso.

Quanto à Iniciativa da Costa Ocidental Africana, registaram-se progressos principalmente pelo bom funcionamento desde 2011 da Unidade de Crime Transnacional.

Embora a implementação do Plano Nacional de luta contra o tráfico de droga de 2011-2014 conheça atualmente entraves financeiros.

O setor da defesa e da reforma é importante para o representante especial.

Um setor também importante para João Soares da Gama, o embaixador da Guiné-Bissau junto às Nações Unidas, que depois de passar no Conselho de Segurança, disse à Rádio da ONU que a reforma dos militares guineenses conta muito para a estabilidade política do país.

Tensão

Com a morte do anterior presidente Malam Bacai Sanhá em janeiro depois de doença prolongada, a nação teve eleições antecipadas a 18 de Março para escolher o seu sucessor. Um escrutínio que decorreu de modo livre e justo, segundo unanimidade dos observadores internacionais.

No entanto, registou-se um clima de tensão com o assassinato do antigo chefe das forças inteligentes, assim como a atitude  de cinco candidatos que depois do resultado da primeira volta, se recusaram a apresentar-se à segunda volta por motivo de alegada fraude eleitoral.

Uma situação que inquieta a alta comissária da ONU para Direitos Humanos. Navi Pillay manifestou-se nesta quarta-feira pedindo a Guiné-Bissau que siga o exemplo da votação pacífica deste fim-de-semana no Senegal.

Os resultados preliminares apontam uma disputa final entre o atual primeiro-ministro guineense, Carlos Gomes Júnior e o ex-presidente Kumba Yalá.

 

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