ONU pede que países africanos sigam exemplo dado por Senegal nas presidenciais

28 março 2012

Segunda volta no país decorreu de modo pacífico; em altura de tensão no Mali e na Guiné-Bissau, alta comissária de direitos humanos da ONU, pede que outros dois países da região sigam o exemplo das eleições senegalesas.

[caption id="attachment_201242" align="alignleft" width="350" caption="Navi Pillay"]

Susete Sampaio, da Rádio ONU em Lyon.

A alta comissária das Nações Unidas para os Direitos Humanos, Navi Pillay, felicitou o Senegal pelo processo pacífico, livre e transparente da segunda volta das eleições presidenciais.

Depois do elogio, Navi Pillay sugeriu que o Mali e a Guiné-Bissau sigam o exemplo do desempenho do escrutínio senegalês. Durante o fim-de-semana, o presidente do Senegal reconheceu a derrota nas eleições abrindo espaço para a transição pacífica do poder.

Exemplo senegalês

Nas palavras da alta comissária, depois da incerteza e violência que classificaram as eleições noutras partes da África ocidental, é “reconfortante ver que o povo senegalês, os membros dos partidos políticos, a sociedade civil e outros intervenientes mantiveram a transição democrática do poder.”

Apesar da violência verificada antes da primeira volta das eleições, Pillay ficou satisfeita com a aceitação do resultado pelo presidente cessante e disse que vai trabalhar com o governo senegalês pelo respeito dos direitos humanos.

No entanto, dois países da África ocidental ainda preocupam a alta comissária.

Mali e Guiné-Bissau

Por um lado, o golpe de Estado, as mudanças anticonstitucionais e a violência na semana passada no Mali colocam em risco as eleições previstas para finais de abril.

Por outro, na Guiné-Bissau, o resultado da primeira volta das presidenciais de 18 de Março decorreu sob tensão. Na altura, a volta foi considerada livre e transparente pelos observadores internacionais, entretanto, cinco candidatos da oposição ameaçaram não participar na segunda volta, por alegação de fraudes eleitorais.

Como conclusão, Navi Pillay referiu que as populações devem beneficiar tanto do direito à liberdade de expressão e de reunião, como também do direito a não serem submetidas à incitação de ódio ou à violência.

 

♦ Receba atualizações diretamente no seu email - Assine aqui a newsletter da ONU News
♦ Baixe o aplicativo/aplicação para - iOS ou Android
♦ Assista aos vídeos no Youtube e ouça a rádio no Soundcloud