Conselho de Segurança debate situação da violência na Síria
BR

16 março 2012

Encontro, a portas fechadas, contou com a participação, por vídeoconferência, do enviado especial da ONU e da Liga Árabe à Síria, Kofi Annan; conflito já matou mais de 8 mil pessoas.

[caption id="attachment_202390" align="alignleft" width="350" caption="Conselho de Segurança"]

Mônica Villela Grayley, da Rádio ONU em Nova York.

O Conselho de Segurança da ONU se reuniu, nesta sexta-feira, para debater a situação da violência política na Síria. O encontro, realizado a portas fechadas, contou com o depoimento do enviado especial da ONU e da Liga Árabe ao país, Kofi Annan.

Annan, contou ao Conselho de Segurança que o primeiro objetivo de sua missão é fazer com que a violência, os assassinatos e os abusos de direitos humanos acabem. Ele disse que é importante ainda abrir o acesso para ajuda humanitária. O ex-secretário-geral da ONU afirmou ainda que é necessário iniciar um processo político que leve à democracia na Síria e atenda às aspirações do povo sírio.

O enviado especial esteve na Síria, no sábado, quando foi recebido pelo presidente Bashar al-Assad. A violência no país começou há, exatamente, um ano.

Forças do Governo

Manifestantes contra o regime de Assad saíram às ruas para protestar e foram reprimidos por forças do governo. De acordo com as Nações Unidas, mais de 8 mil pessoas já morreram no país.

O governo sírio diz que está reprimindo o que chamou de terroristas e “forças externas”.

Após a reunião no Conselho de Segurança, o embaixador da Síria, Bashar al Jaafari falou sobre a missão de Kofi Annan ao país.

O embaixador da Síria disse que assegurava que seu governo estava comprometido em fazer da missão de Annan um sucesso. Ele disse que o enviado especial da ONU e da Liga Árabe continua em conversações. E que uma equipe técnica deve chegar a Damasco, capital do país, no domingo para continuar parte da missão.

Em nota, emitida pelo seu porta-voz, nesta quinta-feira, o Secretário-Geral da ONU, Ban Ki-moon, marcou o primeiro ano do levante sírio, pedindo uma resolução pacífica para a crise.

Para Ban, é preciso acabar, urgentemente, com o ciclo de violência e as operações militares contra civis. Segundo ele, a situação na Síria é indefensável.

Dezenas de milhares de pessoas foram atingidas pelos confrontos, que começaram com o movimento da primavera árabe que levou a mudanças de regimes em vários países do Oriente Médio e do norte da África.

 

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