FMI elogia economia do Timor-Leste, mas faz recomendações
BR

3 fevereiro 2012

O Fundo Monetário Internacional, FMI, tornou público o mais recente relatório sobre a performance do país de língua portuguesa, no sudeste da Ásia; o Timor cresceu 10% em 2011.

[caption id="attachment_211039" align="alignleft" width="350" caption="Agricultor em Manatuto, no Timor-Leste"]

Joyce de Pina, da Rádio ONU em Nova York.*

De acordo com o mais recente relatório do Fundo Monetário Internacional, FMI, o Timor-Leste registrou progressos bastante satisfatórios na restauração da estabilidade e na reconstrução.

O órgão indicou que o aumento dos gastos públicos associado ao crescimento do setor agrícola apoiaram o crescimento do Produto Interno Bruto, PIB, não associado ao petróleo. Isso teria levado a um crescimento de 10%.

Custo dos Alimentos

No entanto, a inflação em Díli, a capital de Timor-Leste, subiu para 17,5% numa base anual, devido aos elevados custos dos alimentos, um dólar norte-americano fraco e uma grande procura provocada pelo investimento público.

Ainda de acordo com o documento do FMI, o Plano Estratégico de Desenvolvimento apresentado pelo governo timorense, onde está estipulada a intenção de tornar o país uma nação de rendimento médio até 2030, implica que o investimento público para melhorar as infraestruturas vai ter de aumentar.

Mas tendo em conta as necessidades de desenvolvimento do país, o investimento nessas infraestruturas é bem-vindo, mas os gastos planejados para os próximos anos têm de ser mais contidos, de forma a que a economia e a adminstração possam absorvê-los, já que continuados investimentos públicos vão fazer pressão na economia e aumentar mais a inflação.

*Apresentação: Mônica Villela Grayley.

 

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