Acnur teme pela crescente falta de segurança nos campos de refugiados em África

13 janeiro 2012

O Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados, Acnur, mostra preocupação com a insegurança nos campos que albergam refugiados somalis na região do Corno de África; maior campo do mundo é alvo de engenhos explosivos, raptos e bandidagem.

[caption id="attachment_210034" align="alignleft" width="350" caption="Foto: Acnur"]

Joyce de Pina, da Rádio ONU em Nova Iorque.

O Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados, Acnur, manifestou preocupação com a insegurança nos campos que albergam dezenas de milhar de refugiados somalis na região conhecida como Corno de África.

De acordo com o Acnur, a situação de segurança é particularmente preocupante em Dadaab, o maior campo de refugiados do mundo, localizado no norte do Quénia.

Campo Inseguro

O Alto Comissariado indica que em Dadaab registam-se raptos, uso de engenhos explosivos artesanais, violações, roubo, assaltos a carros e bandidagem. O complexo de refugiados tem 460 mil pessoas.

A agência crescenta que além do homicídio de polícias e rapto de funcionários humanitários, os próprios refugiados são alvo da violência. E como exemplo, recordou o homicídio recente de dois líderes dos refugiados que de forma voluntária se ofereceram para manter a paz e a segurança no campo.

Ajuda Ameaçada

Ainda de acordo com o Alto Comissariado, estes eventos, que se agravaram desde Outubro, estão a tornar o trabalho das agências humanitárias difícil. Os funcionários humanitários têm de ser escoltados pela polícia quando pretendem entrar nos campos do complexo de refugiados.

Nos campos na Etiópia, que também albergam na maioria refugiados somalis, o Ancur alertou para o registo de vários incidentes. O mais recente, em Dollo Ado, envolveu três homens vestidos à civil que tentaram parar um veículo de uma organização internacional. Quando o carro não parou, os homens abriram fogo.

O campo de Dollo Ado alberga 140 mil pessoas, mas no total mais de um milhão de refugiados da Somália vive nos campos de países vizinhos, principalmente no Quénia, mas também no Iémen e na Etiópia.

Outros 1,3 milhões de somalis são deslocados internos no seu próprio país.

 

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