Nações Unidas lamentam morte de Bacai Sanhá e pedem respeito pela Constituição

9 janeiro 2012

Em comunicado, o Secretário-Geral da ONU expressou “tristeza profunda” pela morte do presidente e elogiou o seu stilo de liderança; a Guiné-Bissau, país de língua portuguesa no oeste da África, luta para consolidar a paz após várias tentativas de golpe de estado; Ban pediu que “arranjos de sucessão” sejam respeitados.

Mônica Villela Grayley, da Rádio ONU em Nova York.*

O Secretário-Geral das Nações Unidas, Ban Ki-moon, lamentou a morte do presidente da Guiné-Bissau, Malam Bacai Sanhá. O chefe de Estado estava internado num hospital em Paris desde o fim do ano passado.

Em comunicado, Ban Ki-moon elogiou a liderança de Malam Bacai Sanhá, afirmando que “ele estava à frente da Guiné num momento particularmente difícil da história do país”.

A exata causa da morte do presidente, de 64 anos, não foi tornada pública, mas segundo os média locais, Bacai Sanhá sofria de diabetes. A notícia da morte foi divulgada, nesta segunda-feira, pela rádio e televisão estatais.

Comunidade Internacional

De acordo com as agências de notícias, o presidente guineense tinha problemas de saúde há vários anos. Bacai Sanhá é o segundo presidente da Guiné-Bissau a morrer no cargo, em dois anos e meio. Em junho de 2009, o ex-presidente guineense, João Bernardo “Nino” Vieira foi assassinado em casa, na capital do país.

Bacai Sanhá tomou posse em setembro de 2009 após ter sido eleito com 64% dos votos. Um dos heróis do movimento de independência de Portugal, concorreu à presidência da Guiné-Bissau duas vezes, antes de vencer o pleito há dois anos.

O ex-presidente também estava a promover a paz no país, que  se tenta afirmar, politicamente, com a ajuda da comunidade internacional. A Guiné-Bissau sofreu, nos últimos anos, várias tentativas de golpe de estado.

Ainda no comunicado divulgado pelo seu porta-voz, o Secretário-Geral das Nações Unidas, Ban Ki-moon, afirmou esperar que “os arranjos da sucessão presidencial, previstos pela Constituição, sejam inteiramente respeitados.”

Processo Político

Em entrevista à Rádio ONU, em Nova Iorque, o embaixador guineense João Soares da Gama, explicou os passos do processo político a partir de agora.

Ainda para este mês, a Guiné-Bissau planeava o Encontro Nacional da Reconciliação, na capital do país. A reunião vai acontecer, com ou sem o presidente.

A ONU mantém um Escritório na Guiné-Bissau, Uniogbis. Recorde-se que a  estragégia de paz para o país, na Comissão de Consolidação da Paz nas Nações Unidas, é coordenada por um país de língua oficial portuguesa, o Brasil.

*Apresentação: Joyce de Pina

Acompanhe excertos da última entrevista do Presidente Bacai Sanhá à Rádio ONU.

 

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