FAO não deve registrar mudanças em línguas oficiais, diz novo diretor-geral
BR

6 janeiro 2012

Ao ser perguntado sobre promoção de outros idiomas em demais agências da ONU, José Graziano da Silva disse que decisão compete aos países-membros das Nações Unidas.

[caption id="attachment_209705" align="alignleft" width="350" caption="José Graziano da Silva"]

Mônica Villela Grayley, da Rádio ONU em Nova York.

A Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação, FAO, afirmou que a agência não deve registrar nenhuma mudança em seu quadro de línguas oficiais num futuro próximo.

A agência tem seis línguas oficiais que são as mesmas do Secretariado das Nações Unidas.

OMM

Numa entrevista à Rádio ONU, o novo chefe da FAO, José Graziano da Silva, disse que a decisão sobre o número de línguas oficiais cabe aos Estados-membros da organização.

Ao ser perguntado sobre o papel de outros idiomas na agência, como ocorreu com a Organização Mundial de Metorologia, que inseriu o português como língua de trabalho, em 2011, Graziano respondeu:

“Hoje, as línguas prioritárias a FAO, oficiais, são o inglês, francês, espanhol, chinês, árabe e russo. Eu acredito que dadas às restrições financeiras, que nós temos enfrentado, e o custo altíssimo que é promover mais uma língua, nós ainda continuaremos por algum tempo com essas seis línguas oficiais”, afirmou.

Recursos

A questão do orçamento da FAO também foi discutida na mesma entrevista à Rádio ONU, concedida, por José Graziano da Silva, logo após tomar posse no cargo de novo diretor-geral da FAO. Ele afirmou que pretende descentralizar a organização.

Segundo ele, três quartos dos recursos da agência são empregados na sede em Roma, o que para ele deve ser mudado, para que a FAO possa ser mais forte especialmente nos países mais pobres.

 

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