Projeto dá acesso a serviços bancários na Índia e na África do Sul a mais 30 milhões de pessoas

16 dezembro 2011

Duas empresas em colaboração com iniciativa da ONU vão ajudar cidadãos e empresas de pequenos rendimentos destes dois países a conseguir as bases para sair da pobreza e eliminar obstáculos ao desenvolvimento.

[caption id="attachment_208939" align="alignleft" width="350" caption="Ajuda para civis em áreas rurais"]

Susete Sampaio, da Rádio ONU em Lyon.

Mais de 30 milhões de indianos e sul-africanos de baixos rendimentos vão ter acesso a serviços bancários até 2015. Um compromisso assumido nesta quarta-feira por duas empresas, ao abrigo do Apelo Empresarial para Ação.

A iniciativa estimula o setor privado a lutar contra a pobreza, com o apoio do Programa da ONU para Desenvolvimento, Pnud, e outros organismos internacionais.

Empresas

As beneméritas são, por um lado, a Vortex Engineering, uma empresa indiana que distribui máquinas de multibancos com funcionamento a energia solar e adequadas às necessidades das comunidades rurais.

Por outro, está a sul-africana Wizzit Bank que alarga o acesso a crédito a comunidades desfavorecidas para preencher a sua falta de acesso a financiamento e a sistemas bancários.

De acordo com a gestora do Programa do Apelo Empresarial para Ação, Susan Chaffin, essa falta de acesso a bancos e a crédito impede a autonomia económica dos mais desfavorecidos e constitui um entrave ao crescimento nos países em desenvolvimento.

De acordo com um estudo do Banco Mundial, mais de metade da população adulta da África do Sul não tem acesso a bancos.

Um situação que é contrária à da Holanda, por exemplo, onde o acesso é alargado a todos os adultos.

Índia e África do Sul

A Vortex vai tentar instalar durante os próximos quatro anos 10 mil multibancos a energia solar na Índia, para suportar condições metereológicas adversas, problemas de abastecimento de eletricidade ou baixo nível de alfabetização dos usuários.

Com funcionamento a  energia solar, as máquinas distribuidoras de dinheiro são mais acessíveis aos pobres e mais rentáveis para os bancos porque consomem 90% menos de energia que um multibanco ATM normal.

Já na África do Sul, a Wizzit vai conceder até 2015 empréstimos a 10 mil pessoas. Mais 340 empréstimos vão para pequenas e médias empresas e cerca de 3 mil vão para micro empreendedores.

Esse serviço vai ser disponibilizado através dos telemóveis e rede de agentes da Wizzit.

Os clientes da Wizzit podem desde 2004 usar os telemóveis para receber pagamentos, com um cartão de débito que pode ser usado tanto nos ATMs como nas lojas.

Neste momento, a empresa aumenta a variedade de serviços para permitir aos utilizadores que residem longe de entidades bancárias aceder a micro-empréstimos e a crédito apenas com o uso do telemóvel.

 

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