Gaza: desemprego segue alto, apesar de 20 mil vagas
BR

8 dezembro 2011

Relatório da Agência de Assistência aos Refugiados Palestinos, Unrwa, aponta para aumento dramático do contrabando de materiais de construção através de túneis ilegais

Da Radio ONU, em Tel Aviv, Daniela Kresch.

Um relatório da agência das Nações Unidas de Assistência a Refugiados Palestinos, Unrwa, aponta para uma queda no desemprego dos refugiados na Faixa de Gaza, nos primeiros meses deste ano.

A diminuição foi de mais de 12%  nos primeiros seis meses deste ano se compararado ao mesmo período de 2010.

Menos Impacto

No caso dos refugiados – que consistuem dois terços da população do território, ou 1 milhão de pessoas –, a taxa também caiu: de 41% para 33,8%.

O relatório da Unrwa conclui, no entanto, que, apesar do aumento dramático na indústria de construção da Faixa de Gaza, houve menos impacto do que o ideal para os refugidos.

Mais de 41 mil postos de trabalho foram criados, mas só metade dessas vagas foi ocupada por refugiados, que mantèm menos de 20% das novas posições no setor púbico e 55%, no setor privado.

A atividade no setor de construção esquentou por causa de um aumento impressionante na importação ilegal de bens de consumo, principalmente materiais de construção, resultado, segundo a Unrwa, das contínuas restrições israelenses para a importação desses produtos.

Construção

Mais de 46 mil toneladas de materiais de construção foram importadas legalmente em setembro deste ano através do posto de fronteira de Kerem Shalom, com Israel.

Mas o dobro desse valor, ou mais de 90 mil toneladas, entraram em Gaza através dos túneis de contrabando ilegal na fronteira do território com o Egito.

O mesmo aconteceu no caso do cimento: 9 mil toneladas passaram legalmente pela fronteira com Israel enquanto 90 mi toneladas entraram pelos túneis.

Segundo Chriss Gunness, porta-voz da Unrwa em Gaza, apesar do recente alívio nas restrições, o controle rígido na fronteira com Israel ainda é significante e alimenta a indústria dos túneis.

 

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