Fundo Global adota estratégia para salvar 10 milhões de vidas até 2016

23 novembro 2011

Nova estratégia adotada pelo Fundo Global para garantir melhores resultados na luta contra doenças; no entanto, são necessários mais fundos para os programas.

[caption id="attachment_204552" align="alignleft" width="350" caption="Criança com malária em tratamento"]

Susete Sampaio, da Rádio ONU em Lyon.

O Conselho de Administração do Fundo Global de Combate à Sida, Tuberculose e Malária adotou uma nova estratégia de trabalho com os países e organizações parceiras para acelerar as vitórias no combate às pandemias.

Com a nova estratégia, o Fundo Global quer salvar 10 milhões de vidas e prevenir 140 a 180 milhões de novas infecções destas três doenças, no período de cinco anos, de 2012 até 2016.

Subvenções

O Conselho de Administração também aprovou um Plano de Transformação Consolidada para melhorar a gestão de risco, os controlos fiduciários e a governação.

“Um novo modelo que passa pelo investimento estratégico em países, populações e intervenções de grande potencial para o impacto e de grande valor para o dinheiro”, de acordo com o Presidente do Conselho de Administração do Fundo, Simon Bland.

Bland acredita que o Fundo Global vai deixar de ser uma instituição que tem fornecido fundos de emergência com sucesso para ajudar os países a ultrapassar as pandemias, para passar a ser um financiador mais eficaz dos esforços globais para controlar e eventualmente ganhar a batalha contra a sida, a tuberculose e a malária.”

Mais fundos

O Fundo Global possui na sua conta de administração US$4mil milhões para reembolsar todas as subvenções existentes. E espera receber recursos que permitam assinar subvenções para projetos já aprovados com valor de mais de US$10 mil milhões para o período de 2011 a 2013.

No entanto, uma previsão de recursos mostra que o Fundo Global terá de poupar para financiar os serviços essenciais dos programas atuais que terminam em 2014.

A fase de transformação vai decorrer durante os próximos doze meses. A estratégia foi atingida ao fim de mais de um ano de discussões e consultas com mais de 700 pessoas, grupos e organizações. A estratégia orienta o foco do Fundo Mundial para as populações em risco e esforça-se para proteger os direitos humanos através do financiamento de projetos. 

 

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